Sem resposta do Governo do Estado
Para contribuir com as ações de combate à dengue, à Chikungunya e ao zika vírus, a Revide promoveu um debate com os órgãos e as entidades envolvidas na sede da Associação Comercial e Industrial (ACIRP). Quinze dias antes da realização do encontro, a Revide entrou em contato com os órgãos do Estado, a Vigilância Epidemiológica da Diretoria Regional de Saúde de Ribeirão Preto e a Superintendência do Controle de Endemias (Sucen). Os responsáveis responderam que não poderiam dar entrevistas e nem participar do debate para prestar informações à opinião pública. Os dois órgãos dependiam de uma autorização da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde. A solicitação foi feita com antecedência, porém a Assessoria de Imprensa nem se dignou a dar uma resposta, mesmo que ela fosse positiva ou negativa. Em duas semanas, a resposta não veio. Políticos se preocupam mais em cuidar da sua imagem do que dos assuntos de interesse da comunidade. Esse tipo de proibição tem a intenção de evitar que alguma informação prejudicial à imagem do governo Estado seja divulgada. Em nome desse interesse mesquinho, os servidores públicos são proibidos de dar informações. Não custa lembrar que o governador, o secretário estadual da Saúde e os funcionários do segundo e terceiro escalão são funcionários públicos, pagos pelo contribuinte. Portanto, em observância ao princípio constitucional da transparência, todos têm obrigação de prestar contas de suas atividades, ainda mais sobre um assunto tão sério que coloca a vida das pessoas em risco. Quando um veículo de comunicação pede informações e esclarecimentos a órgãos públicos, não o faz apenas em seu próprio nome, mas também em nome da comunidade na qual está inserido. A administração pode até definir critérios para responder as demandas da sociedade, o que não pode é deixar o solicitante (contribuinte/cidadão) falando sozinho. Isso denota desrespeito, deselegância e até falta de educação.
Foto: JF Pimenta