Trabalhando para o governo
Esta é uma informação desanimadora no momento em que o país discute a volta da CPFM ou a instituição de um novo imposto. Quando este mês terminar, o trabalhador brasileiro encerrará sua cota de contribuição tributária compulsória para os governos que sustenta. Desde 2000, a carga tributária brasileira saltou de R$ 0,35 trilhão para R$ 2,00 trilhões em dezembro de 2015. Um crescimento de 467,5% no período, o que corresponde a um aumento na arrecadação efetiva de 11,5% por ano, segundo cálculo do Instituto Assaf, com base nos dados do Impostômetro. Na década de 1970, em média, eram precisos 76 dias para pagar tributos. Na década de 1980, esses dias subiram para 77 e, na década de 1990, para 102 dias trabalhados, em média. Já em 2015 foram necessários 151 dias trabalhados para pagar impostos, ou seja, até 31 de maio (cinco meses). Por isso, fica difícil aceitar que os governos proponham novos impostos para resolver o déficit orçamentário, sem antes cortar as próprias despesas.