Benchmarking: a arte de comparar e aperfeiçoar
Não há uma tradução literal e única na língua portuguesa para o termo benchmarking, porém, a tradução que melhor representa o intuito dessa ferramenta de gestão é: avaliação comparativa. Segundo a Fundação Instituto de Administração (FIA), o benchmarking é o caminho para otimizar os processos do seu negócio com base nas melhores práticas do mercado.
Ao observar as organizações líderes do seu mercado ou seus competidores mais fortes, você consegue absorver um aprendizado valioso e cortar caminho no crescimento do seu negócio. Basicamente, o benchmarking consiste em olhar para a concorrência e entender o que essas empresas estão fazendo para obter sucesso, para então replicar as estratégias que também fazem sentido para o seu negócio.
O objetivo central do benchmarking é melhorar o desempenho de um processo, tarefa, estratégia ou qualquer outra atividade dentro da empresa, tendo como base as práticas que deram certo para os concorrentes. Para que tal processo traga resultados efetivos para a empresa, a FIA sugere que esteja alicerçado em 5 pilares:
1. Diagnóstico
É o pilar fundamental no benchmarking porque a análise precisa partir da realidade da empresa que está usando a estratégia. Ou seja: antes de procurar as melhores práticas nos concorrentes, você precisa saber quais processos e áreas necessitam de melhorias no seu negócio. É com base nesses pontos que você irá decidir quais empresas usar como referência e que tipo de estratégia replicar. Afinal, não adianta fazer benchmarking sem saber quais métricas de comparação são úteis para a sua empresa;
2. Pesquisa
A pesquisa é outro ponto-chave no benchmarking, pois, basicamente, você terá que buscar informações em várias fontes para construir sua referência. Podem ser dados que já estão disponíveis, como um relatório de mercado que mostra o desempenho de cada player de um setor específico, ou dados produzidos por você com base em estudos exploratórios, entrevistas, pesquisas bibliográficas, etc;
3. Análise
Obviamente, o benchmarking se resume a uma análise aprofundada, ou seja, um estudo abrangente das práticas de outras empresas que inspiram sua gestão. Então, após a coleta dos dados necessários, o próximo passo é usar um método para compilar essas informações e organizá-las, de modo que você consiga chegar a um parecer. Pode ser um simples documento em que você lista suas observações e descreve comparações (análise qualitativa) ou uma planilha com cálculos e comparações entre métricas (análise quantitativa), por exemplo;
4. Interpretação
A interpretação é o momento em que você se debruça sobre a análise realizada no benchmarking e decide como essas informações podem ser úteis para o seu negócio. Por exemplo, se você descobriu que uma métrica do concorrente tem um resultado muito superior ao da sua empresa, é hora de analisar quais estratégias ele usou para chegar a esse objetivo e estudar como elas podem ser aplicadas no seu negócio. Lembrando que de nada adianta fazer um benchmarking detalhado se os dados forem interpretados de forma equivocada – daí a importância de um olhar crítico e estratégico nessa etapa;
5. Otimização
Por fim, o pilar de otimização do benchmarking diz respeito à aplicação das práticas observadas no seu negócio. Ele está diretamente relacionado ao planejamento estratégico, pois será preciso criar um plano de ação para implementar as mudanças desejadas de acordo com a aprendizagem do processo.