Carro elétrico: bom para o bolso e meio ambiente

Carro elétrico: bom para o bolso e meio ambiente

Você já dirigiu um carro elétrico? Eu ainda não tinha dirigido. Por isso resolvi, no último sábado, visitar uma concessionária BYD para ter essa experiência. Confesso que fiquei maravilhado. Fiz um test drive em um Dolphin Mini, o carro de entrada da montadora chinesa. Apesar de ser pequeno por fora, como não tem motor à combustão, que normalmente ocupa um grande espaço no design do veículo, o espaço interno é surpreendente. Para completar a satisfação de estar no cockpit desse pequeno gigante, o acabamento é impecável, o silêncio interno muito prazeroso e a aceleração excelente.

Para quem gosta de dirigir, sugiro ter essa experiência, pois vale a pena. Surge então uma dúvida, vale a pena adquirir um carro elétrico? A resposta é “depende”, pois todo processo de decisão envolve o levantamento das vantagens e desvantagens da decisão a ser tomada. Como atuo profissionalmente, nas consultorias onde presto, nas áreas financeira e estratégica, apresentarei alguns argumentos para que possa tomar sua decisão.

Para mim, a única desvantagem dos carros elétricos é a autonomia. O carro que testei tem uma autonomia média de 300 Km caso esteja totalmente carregado. Vamos falar a verdade, não seria muito agradável viajar em um carro elétrico. Imagine parar para fazer uma “carga rápida” (45 minutos) em um posto de estrada! Isso se não tiver outro carro na fila do carregador.

Em relação às vantagens, caso não seja um “negacionista” e tenha consciência dos problemas climáticos que o planeta está passando, o carro elétrico é ecologicamente correto, visto que motores à combustão emitem CO2, um gás que contribui para o efeito estufa. Por outro lado, você pode estar pensando: qual será o destino da bateria do carro quando ela se tornar obsoleta? Segundo o Terra, as baterias de lítio, que equipam a grande maioria dos veículos eletrificados (elétricos puros ou híbridos) rodando pelo mundo podem ser 100% recicladas, evitando qualquer risco ou prejuízo ao meio ambiente.

Falando das vantagens, a maior delas será para seu bolso. Para poder exemplificar, vamos imaginar o caso do Sr. Eco Nômico que possui um carro que faz uma média de 12 Km/l com gasolina na cidade. Para efeito de comparação, essa é a média informada pela Peugeot para seu modelo 208 1.0 turbo, que tem um preço compatível com o Dolphin Mini. Caso ele rode, mensalmente, 1.000 Km, terá um gasto mensal de R$ 520,81 (83,33 x R$ 6,25), pois precisará comprar 83,33 litros (1.000 ÷ 12). Foi considerado um valor de R$ 6,25 para o litro de gasolina.

Segundo a Quatro Rodas, no teste que elaborou, o Dolphin Mini conseguiu fazer 12 km/kW em ciclo urbano. Levando em conta que o custo médio do kilowatt (kW) em São Paulo é de R$ 1,04, o Sr. Eco Nômico, caso adquira o carro elétrico, passará a ter um gasto mensal de R$ 86,66 (83,33 x R$ 1,04), pois precisará comprar 83,33 kW (1.000 ÷ 12). Isso geraria uma economia mensal de R$ 434,15 (R$ 520,81 – R$ 86,66). Caso possua uma central de energia fotovoltaica em sua residência, a economia será ainda maior. Está preocupado com o gasto para adquirir o “carregador” de energia para o carro, chamado de estação de recarga? Não se preocupe, as montadoras o oferecem como cortesia, cabendo a você somente o gasto para instalação.

Além da redução de gasto com combustível, haveria também economia com manutenção, pois o carro elétrico não possui um motor à combustão, com uma infinidade de peças que, com o tempo, precisarão ser substituídas. Outra redução seria com as revisões periódicas, que são bem mais baratas, cerca de 50% menor que nos carros à combustão.

Diante das vantagens e desvantagens, acredito que o carro elétrico é a melhor opção para quem precise de um veículo somente para uso urbano ou faça viagens com distâncias pequenas. Além disso, também é uma excelente opção de segundo carro para uma família. Ainda não experimentou o prazer de dirigir um carro elétrico? Vá fazer um test drive e se apaixone!

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