Devaneios de uma insônia--Luciana Galeane
Prefaciar meus Devaneios é pingar duas ou três gotas de um colírio - permita-me forçar a semântica - nos olhos do "leitor". Gotas de dilatar as pupilas, portas entre a realidade e a consciência. Gotas de expandir a alma, porque essa é a intenção dos meus Devaneios. Cego, posso arriscar, ninguém há de ficar, se ler meus devaneios.
Os Devaneios aqui "impressos", em uma tela branca
e escrita preta, foram feitos para a leitura de olhos não limitados ao sentido da visão. Nem são de olhos habituados à vida tridimensional, apenas. Para quem me enxerga na superficialidade, meus Devaneios são os meus disfarces. Mas, para quem deseja olhar minha outra metade, meus Devaneios vive nos nascer do dia ou no cair da tarde. Vez ou outra, durante a tarde, confesso.
Aprendi na ciência que a pupila cresce para dar passagem à luz. A mesma coisa acontece com meus Devaneios. Sobretudo nos instantes de escuridão é capaz de dilatar a alma de quem lê, de ser porta para sentir o humano. Minhas mãos segurando o espaço. Meus sonhos segurando o tempo. Tudo por um segundo parado. A vida, o sopro, o momento. Tudo por um instante calado. A dor, a fúria, o lamento, vislumbra-me, no meu Eu-Infinito.
Devaneios de uma insônia por: Luciana Galeane
Aprendi na ciência que a pupila cresce para dar passagem à luz. A mesma coisa acontece com meus Devaneios. Sobretudo nos instantes de escuridão é capaz de dilatar a alma de quem lê, de ser porta para sentir o humano. Minhas mãos segurando o espaço. Meus sonhos segurando o tempo. Tudo por um segundo parado. A vida, o sopro, o momento. Tudo por um instante calado. A dor, a fúria, o lamento, vislumbra-me, no meu Eu-Infinito.
Devaneios de uma insônia por: Luciana Galeane