Presidente da Abimaq revela que sucesso da Agrishow depende do Governo Federal
Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, afirma que sucesso de negócios da feira dependerá de pronunciamento da presidente Dilma Rousseff
Em clima de festa e incertezas, a Agrishow anunciou, na manhã desta segunda-feira, dia 23, as novidades da 22ª Edição da Feira, que aguarda 160 mil visitantes, de 60 países.
Embora a organização da Feira comemore o aumento no setor de Agricultura de Precisão, os reajustes anunciados pelo Governo Federal, devido à crise econômica, segundo Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), uma das entidades idealizadoras do evento, gerou um clima de incertezas nos investidores.
Segundo Pastoriza, o sucesso em negócios da Agrishow dependerá do anúncio do Governo Federal sobre taxas de juros para financiamento do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).
O governo havia sinalizado, após reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), realizada no dia 30 de dezembro de 2014, que as taxas de juros seriam mantidas até junho de 2015, quando termina o plano safra 2014-2015. “Mas, nós ouvimos comentários, da parte do Ministério da Fazenda, de que, eventualmente, seria feito uma revisão que reduziria o volume de recursos do Moderfrota para este plano safra. E as alterações incluem aumento na taxa de juros”, explica Pastoriza.
Sabendo dos rumores, diversas entidades do agronegócio, incluindo a Abimaq, enviaram, na semana passada, um oficio à presidente Dilma Rousseff, sinalizando que tais medidas seriam, de acordo com o presidente da Abimaq, ‘um tiro no pé’.
“Se o governo tomar a decisão, que nós esperamos que ele tome, não tenho dúvida de que a Agrishow será um sucesso de negócios. Pois, já é garantido que será um sucesso de público e de expositores”, diz Pastoriza.
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As entidades solicitam ainda, que a presidência do Brasil se pronuncie rapidamente reafirmando que as condições da taxa Moderfrotas sejam mantidas até junho. “Pedimos também, se possível, que o anúncio do plano safra 2015-2016 seja adiantado para que não haja um ‘buraco negro de incertezas’”, conclui Pastoriza.
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Bruno Silva
Foto: Julio Sian