Bastidores da Política | 19.07.2019, João Dória, bastidores da política, Ribeirão Preto

Bastidores da Política | 19.07.2019

As principais informações da política em Ribeirão Preto

Jogou na retranca 
Na última sessão da Câmara antes do recesso, vereadores da oposição utilizaram a estratégia de gastar todo o tempo regimental para travar a discussão e impedir a votação da “terceirização das creches”, que já tinha maioria anunciada. O plano foi posto em prática em longos discursos e uso de todo o tempo de tribuna possível, principalmente por Marinho Sampaio (MDB) e Jean Corauci (PDT). A sessão terminou às 22h, com três projetos votados.


Carta na manga
Para tentar uma última manobra para ter o projeto aprovado, o prefeito Duarte Nogueira (PSDB) encaminhou à base governista um ofício, às 21h30, retirando da pauta um dos projetos a serem votados no dia. Com isso, encurtariam a sessão e pediriam a inversão de pauta. Porém, a oposição percebeu a estratégia e fez questão de impedir a manobra. “Tentei segurar para o ofício chegar, mas não deu”, declarou Elizeu Rocha (PP) que chegou a usar tribuna para dar tempo aos governistas.


Carta na manga 2
Apesar da derrota na última sessão, o prefeito Duarte Nogueira (PSDB) e a Secretaria da Educação lançaram mão de uma última carta na manga: a convocação de uma sessão extraordinária, durante o recesso, para votar a pauta das creches. A sessão foi marcada para a segunda-feira, 22 de julho. Segundo o líder do governo na Câmara, André Trindade (DEM) há maioria para aprovar o projeto.

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Falou grosso
Em visita a Ribeirão Preto, o governador João Doria não economizou nos bordões de campanha como “Acelera, São Paulo” e “Polícia na rua e bandido na cadeia”. Além disso, declarou que o criminoso que reagir a uma abordagem policial irá “ou para o chão, ou para o cemitério”. Doria prosseguiu o discurso chamando o ex-governador Márcio França (PSB) de “covarde” por não ter enviado líderes de facções criminosas, presos em São Paulo, a presídios federais.
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Atraso do atraso
A demora na liberação de corpos pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVOI) será alvo de uma Comissão Especial de Estudos (CEE) na Câmara. O problema, segundo o próprio SVOI é causado por falhas na assinatura da documentação de óbito por parte dos médicos. Todavia, a CEE que irá investigar os atrasos, também atrasou. Como a última sessão foi travada, não foi possível votar a ordem do dia. A Comissão só deverá ser oficializada depois do recesso parlamentar. O pedido partiu do vereador Igor Oliveira (MDB).


“A PM vai seguir rigorosamente o protocolo. Aqui nós respeitamos os Direitos Humanos, não cometemos nenhum tipo de abuso, mas o bandido não venha querer abusar. Porque entre a vida do policial e a do bandido, nós ficamos com a do policial”

declarou o governador João Doria (PSDB), em Ribeirão Preto.

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