Líderes do setor sucroenergético pedem linhas de crédito especiais

Líderes do setor sucroenergético pedem linhas de crédito especiais

Representantes de Sertãozinho estiveram presentes em Audiência Pública no Congresso Nacional para debater a crise do setor sucroenergético; cidade vive forte retração econômica

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo e da região Centro-Sul do Brasil (Orplana/Copercana), Manoel Ortolan, o Brasil deixa passar a oportunidade de ter posição de destaque na produção de energia limpa, baseada na cana-de-açúcar e na biomassa.

Ortolan, junto com representantes do setor sucroenergético de Sertãozinho, e políticos da cidade, como o prefeito José Alberto Gimenez (PSDB), participaram nesta quarta-feira, 10, de audiência pública na Câmara dos Deputados, que debateu a crise no setor, que afeta as cidades da região de Ribeirão Preto.

O presidente da Orplana ressaltou que líderes do G-7, cúpula dos chefes de Estado e de governo de Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália, anunciaram nesta terça-feira, 9, a intenção de banir os combustíveis fósseis de seus países até 2100. Ele também pediu a disponibilização de linhas especiais de crédito para a recuperação do setor.

Outro representante da região na audiência foi o diretor do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise-BR), Paulo Gallo. Ele afirmou que as ações de socorro do governo ao setor precisam ser de curtíssimo prazo.

“O setor está na UTI e em estado terminal, não podemos mais perder tempo”, disse Gallo, que completou criticando as altas taxas de juros que têm afetado o setor.

A diretora-presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, acredita que primeiro é preciso recuperar o setor para depois retomar o crescimento. “O setor pode alavancar o desenvolvimento econômico nas regiões onde está implantado e gera profundas perdas quando entra em crise”, observou.

Segundo ela, essa ação estratégica para o setor deve envolver a retomada dos impostos sobre combustíveis fósseis e a prioridade para o etanol e para a energia de biomassa na matriz energética, entre outras iniciativas. Ela lembrou que o Brasil já teve experiência bem sucedida na substituição dos combustíveis fósseis por energia limpa.

O deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que esteve com o grupo de Sertãozinho que levou o manifesto a Brasília, defendeu a restauração integral da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidentes sobre os combustíveis fósseis.

Thame lembrou que o Brasil passa por momento de retrocesso, com o aumento da participação das usinas termelétricas, movidas a carvão, na matriz energética. Para ele, o Brasil pode ser exportador de etanol, se houver política do governo para isso.

Revide On-line, com informações Agência Câmara
Fotos: Luiz Macedo/Agência Câmara

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