Comissão estudará recomposição da mata de Santa Tereza

Comissão estudará recomposição da mata de Santa Tereza

Grupo analisará necessidades de replantio e recuperação deve demorar

A recuperação da mata de Santa Tereza, atingida por incêndios em agosto e setembro, será estudada por uma comissão de técnicos a ser nomeada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

O anúncio foi feito pelo secretário da Pasta, Rubens Rizek, após sobrevoar a mata, juntamente com o presidente da Fundação Florestal Ítalo Pompeo Sérgio Mazzerela e o deputado federal Duarte Nogueira (PSDB-SP).

A Secretaria do meio Ambiente chegou a anunciar, na véspera, que a reunião das autoridades em Ribeirão Preto seria para anunciar o projeto de recuperação, “que inclui proposta de plano de manejo para a fauna, implantação de ações necessárias à restauração da área, que envolvem plantio, manutenção, controle de espécies exóticas invasoras, entre outros”, o que não ocorreu.

A reunião, no entanto, serviu para apresentar o estado da mata após o incêndio e o anúncio da necessidade de se refazer o plano de manejo. Só após a conclusão do estudo é que terá início a recuperação.

“Vamos criar a comissão por resolução e reunir vários técnicos que irá olhar não só a necessidade de replantio, mas também a fauna, corredores dentro da mata, conectividade com Áreas de Preservação Permanente (APPs), e construir um bom projeto de compensação ambiental”, disse o secretário Rubens Rizek.

Não foi feita uma estimativa de prazo para que a mata seja recuperada, mas há a possibilidade de o trabalho durar cerca de 20 anos. Segundo Rizek, em alguns meses a mata voltará a ficar verde, mas não terá a qualidade biológica que a caracteriza.

Pressa

Durante a reunião a prefeita Dárcy Vera (PSD), reafirmou o compromisso de contribuir e ainda mobilizar a cidade para a recuperação da Mata de Santa Tereza, que teve um primeiro foco de incêndio na noite do dia 31 de agosto, seguindo-se de outros que resultaram na destruição de 72 dos 181 hectares da mata.

A prefeita cobrou agilidade nas providências do Governo de Estado para recuperação da Estação Ecológica, já que esse trabalho é de responsabilidade do Estado.

De acordo com Ítalo Mazzerela, será necessário um conjunto de ações para a recuperação, para que a vegetação volte à tonalidade verde. “Mas não podemos desenvolver ações sem discutir cientificamente. O ideal é a participação de universidades na discussão”, afirmou.

“Como foi acordado em reunião no gabinete com representantes da Fundação Florestal em setembro, além das 100 mil mudas já disponibilizadas no Horto Municipal, todas as equipes de técnicos, engenheiros florestais, ambientalistas e funcionários da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estão à disposição para agilizar o trabalho de recuperação da Estação Ecológica”, disse a prefeita.

O presidente da Fundação Florestal também apontou que nem todas as mudas oferecidas pela Prefeitura podem servir ao replantio e que pode ser necessária a formação de novas mudas.

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Guto Silveira
Fotos: JF Pimenta/Divulgação/CCS

 

* Publicado em 24/10/2014

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