Cirurgia Bariátrica sem cortes

Cirurgia Bariátrica sem cortes

Novo procedimento para tratamento da obesidade, a Gastroplastia Endoscópica faz a redução do estômago sem cortes

Por conta do aumento de casos de pacientes com sobrepeso ou com obesidade intermediária e dos riscos da operação bariátrica — são quase 100 mil intervenções realizadas todo ano no país —, surgiu a Gastroplastia Endoscópica, procedimento minimamente invasivo, apesar de complexo, que leva menos de uma hora para ser concluído e libera o paciente no mesmo dia, ao contrário da cirurgia convencional, que dura entre uma e três horas e deixa o paciente de dois a quatro dias internado. “Nos últimos três anos, foram feitos cerca de dois mil procedimentos no mundo. Os pioneiros são Estados Unidos, Espanha e Brasil. No país, a primeira Gastroplastia Endoscópica aconteceu em 2016, no Hospital Universitário Mário Covas, em Santo André. Trata-se de uma técnica mais segura, que reduz a probabilidade de complicações, pois é totalmente via endoscópica, ou seja, sem cortes ou incisões no abdômen”, explica o cirurgião e endoscopista, Rafael Pasqualini de Carvalho (CRM 122.193), membro titular da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.

O método usa um equipamento de sutura endoscópica (endosutura) de última geração, aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que tem uma ação eficiente e duradoura sobre os tecidos suturados. Como uma espécie de “prega”, envolve as paredes do estômago no corpo tubular, restringindo a capacidade e diminuindo o trânsito dos alimentos pelo estômago, levando à saciedade precoce e à perda efetiva de peso. 

Minimamente invasiva, a Gastroplastia Endoscópica leva menos de uma hora para ser concluída

A técnica não substitui a cirurgia bariátrica, porém, apresenta resultados iniciais promissores — perda de peso de até 20%, com índices de complicações que giram em torno de 1,5% —, sendo indicada para pacientes a partir da obesidade grau I. 

Segundo o médico, Jorge Resende Lopes Junior (CRM 147.925), é consenso que a melhor estratégia é a dieta guiada por especialista, atividade física e a tratamento psicoterápico, no entanto, em situações específicas, em que não há o sucesso dessas medidas, cabe à reflexão para a utilização de medidas intervencionistas para o tratamento da obesidade. “Trata-se de um procedimento a ser realizado por médicos qualificados e em ambiente hospitalar, que dispõe de recursos técnicos e tecnológicos específicos, indicado para indivíduos que não tem recomendação de tratamento cirúrgico da obesidade ou que não desejam ser operados”, conclui o médico. Os doutores Rafael Pasqualini e Jorge Resende integram o corpo clínico da ProctoGastroClínica e as cirurgias são realizadas no Hospital São Paulo.


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