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Arte inclusiva

Projetos de música e de dança impactam de forma positiva a vida de jovens carentes e de pessoas com deficiência visual

Ter a vida transformada por meio da música e da dança é o principal exemplo que Jéssica Lacerda e Cintia Bispo levaram aos jovens atendidos pela Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto e Região (Adevirp). Alunas da Associação Fernanda Bianchini, de São Paulo, as bailarinas clássicas participaram de entrevista na Rádio Adevirp, finalizando a visita com uma apresentação. De acordo com a presidente e professora da Instituição, Marlene Taveira Cintra, Fernanda Bianchini, diretora da Associação, demonstrou interesse em ministrar um curso, treinando os professores da Adevirp para serem multiplicadores nas aulas de balé para cegos, na unidade.

Após a visita à Adevirp, ao lado das instrumentistas Kleicy Jordão Moraes e Mariana Freires, da Orquestra Sinfônica Heliópolis (OSH), participaram de apresentação no dia 13 de março na Nativas Churrascaria, no almoço promovido pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), em parceria com a prefeitura, Ciesp-RP, Sincovarp, Instituto Ribeirão 2030, Sindicato Rural, AssilConRP e Abag-RP. O evento contou ainda com as presenças de Elie Horn, fundador do Grupo Cyrela e Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social do estado de São Paulo, que discutiram com os empresários presentes, a importância da responsabilidade social corporativa.

Portadora de uma doença degenerativa, desde os 11 anos de idade Cintia perde a visão gradativamente. Após um doloroso processo de aceitação, foi com a dança que conseguiu superar as dificuldades e encontrar um novo sentido para a vida. Aos 21 anos, entrou para as aulas da Associação Fernanda Bianchini e passou a ganhar autoconfiança, melhorando a coordenação motora e a socialização. “Lá, conheci o Everton, meu marido, e hoje, aos 28 anos, não consigo ver a minha vida sem a dança”, enfatiza Cintia. 
Dançar também foi a inspiração transformadora na vida de Jéssica, que começou as aulas aos 17 anos. Nascida com baixa visão, a bailarina revela que não se aceitava e passou por muitas dificuldades ao longo da vida escolar. O problema, que se agravou com o passar dos anos, a levou ao isolamento. “Hoje, aos 22 anos, me sinto renovada com o balé. Estou mais extrovertida, mais aberta a novas amizades, ao trabalho e penso em fazer faculdade e seguir a carreira de Fisioterapia”, destaca a bailarina.
Mariana revela que a música lhe deixou mais extrovertida e trouxe disciplina
Com 420 alunos, com idades entre três e 70 anos, a Associação Fernanda Bianchini é a única escola de dança para cegos no mundo, reunindo experiências de vida não muito distantes das trajetórias de Kleicy e Mariana. Moradoras na comunidade de Heliópolis, ambas descobriram nos acordes do violino e da viola a inspiração para uma reviravolta em suas vidas, a partir de aulas mantidas pelo Instituto Baccarelli, que acolhe 1.200 alunos em 52 classes coletivas de instrumentos, além de aulas em grupo e individuais sob a responsabilidade de 78 profissionais de música.

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