Estudantes demonstram afinidade com os números

Estudantes demonstram afinidade com os números

Estudantes e professores sertanezinos se destacam nas Olimpíadas de matemática das escolas públicas

Desde 2005, quando foi criada Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), a escola municipal José Negri, de Sertãozinho, frequenta o Top 30 das melhores escolas do País na avaliação.

No período, foram 10 estudantes medalhistas de ouro, 15 de prata, e 31 de bronze, além de 123 alunos que receberam menções honrosas pelo desempenho na prova. Só na edição de 2014, foram duas de prata e nove de bronze.

Uma das professoras de matemática da escola, Luciane Perreira, acredita que o bom desempenho não vem de formas diferentes de chamar a atenção dos estudantes, mas sim pelo desafio proposto a eles.

“Gera a vontade de passar de fase e da concorrência entre eles”, diz Luciane, que aposta nas aulas extras para passar o conteúdo da disciplina. Essas aulas, que acontecem duas vezes por semana, durante o segundo semestre do ano, são requisitadas por pais e alunos.

“Nem precisamos impor estas aulas, porque eles que pedem. E após a primeira fase, que geralmente ocorre em junho, já perguntam quando elas terão início”, conta a professora. Nestas aulas extras são aplicados problemas matemáticos que geralmente não iriam ter tempo de ser discutidos e resolvidos no turno normal.

Além de estudantes do Negri, alunos de outras escolas de Sertãozinho também se destacam na Obmep. Em 2013, Gabriela Porfirio, que estuda na Escola Estadual Edith Silveira Dalmaso, foi medalhista de bronze.

Gabriela, que na época estava no sétimo ano, antiga 6ª série, diz que não se dedicou especificamente para a prova, e colocou na cabeça que aquela era como se fosse qualquer outra que realiza durante o ano letivo. “Eu gosto de matemática, porque gosto que me desafiem. Se é muito fácil, qual a graça que tem?”, diz a estudante.

Neste ano, dez professores que lecionam em escolas no município foram premiados, e seis estudantes foram medalhistas de prata, e 21 de bronze. E junto do Negri, a escola municipal Professor Roberto Zanuto Desidério também foi premiada pelo Instituto Nacional de Matemática Aplicada (Impa), organizador da olimpíada.

Ricardo Parolo Júnior, coordenador da escola Gabarito, especializada em cursos pré-vestibulares na área de ciências exatas, acredita que o desenvolvimento dos estudantes em disciplinas como a matemática ajuda na capacidade de abstração de outras matérias e estimulam o raciocínio lógico. “A participação em olimpíadas, como as de matemática e física auxiliam bastante e despertam o interesse por elas”, aponta.

O estudante Otávio Sarti, medalhista de ouro na edição de 2013 concorda, mesmo que a pessoa não queira seguir carreira na área das ciências exatas. “Porque, junto com língua portuguesa, a matemática é uma das matérias mais importantes pedidas em vestibulares e vestibulinhos”, afirma.

Revide Online
Leonardo Santos (Colaborador)
Fotos: Divulgação e arquivo Revide.

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