Estudante de Porto Ferreira precisa de ajuda para adquirir prótese após amputação

Estudante de Porto Ferreira precisa de ajuda para adquirir prótese após amputação

Morador de Porto Ferreira enfrenta tratamento oncológico e mobiliza rede de solidariedade para retomar a mobilidade

Calebe Dias Melo de Souza, de 19 anos, natural de Porto Ferreira, no interior de São Paulo, está em campanha para arrecadar recursos e adquirir uma prótese de membro inferior. Em maio deste ano, o estudante passou por uma cirurgia de amputação transfemoral — acima do joelho — após o agravamento de um câncer ósseo no fêmur, diagnosticado em 2022.
 

Calebe trata um osteossarcoma, um tipo de tumor maligno, desde junho de 2022. A primeira etapa do tratamento seguiu até fevereiro de 2023. Em janeiro deste ano, ele iniciou uma nova fase, com previsão de término em agosto. Mesmo após a cirurgia, o jovem segue com sessões de quimioterapia para eliminar possíveis focos da doença em outras regiões do corpo.
 

Processo de protetização

 

A colocação da prótese envolve diversas etapas e pode levar de seis a oito meses, dependendo da recuperação do paciente. “Como ainda estou fazendo quimioterapia, talvez esse processo seja um pouco mais demorado. Estou na fase de cicatrização e, depois, virá a etapa de conificação do coto”, explica Calebe, que espera começar a utilizar a prótese entre outubro e novembro deste ano.

 

Segundo ele, o processo exige fisioterapia, moldagens e diversos ajustes até a fabricação da prótese definitiva. “Depois, ainda tem o tempo de adaptação. É como aprender a andar de novo”, afirma.

 

Campanha solidária

 

Para viabilizar a compra da prótese e custear as demais despesas do tratamento — como sessões de fisioterapia, viagens até São Paulo e futuras manutenções do equipamento — Calebe lançou uma campanha com meta de arrecadação de R$ 200 mil.

 

O estudante publicou um vídeo em seu perfil no Instagram contando sua trajetória desde o diagnóstico. A publicação já ultrapassou 170 mil visualizações. Ele também criou uma vaquinha virtual e disponibilizou uma chave Pix para doações diretas. Até o momento, já conseguiu cerca de 50% do valor necessário.

 

Superação e fé

 

O diagnóstico veio aos 16 anos, surpreendendo Calebe e sua família. “Você nunca espera que, com uma vida normal, vai descobrir um câncer. É um choque muito grande”, relata. Apesar das dificuldades, ele afirma que manteve o otimismo durante todo o tratamento. “Sempre fui uma pessoa alegre, positiva e competitiva. E não perdi isso em nenhum momento”.

 

Calebe também destaca o apoio da família e da fé cristã como fundamentais para o enfrentamento da doença. “A parte psicológica é tão importante quanto a física. Meus pais sempre me tranquilizaram muito e eu fui adquirindo maturidade por meio da minha fé em Deus”.

 

Atualmente, Calebe cursa Jornalismo na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais, e concilia os estudos com o tratamento oncológico realizado na capital paulista.

 

Como ajudar

 

Quem quiser colaborar com a campanha pode contribuir por meio da vaquinha digital

 

 

 

 


Foto: Arquivo pessoal / Calebe Dias

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