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Em 2021, o registro de óbitos para um primeiro semestre foi o maior da série na cidade

Ribeirão bate recorde nos registros de óbitos durante o primeiro semestre de 2021

Segundo dados dos Cartórios de Registro Civil, a queda nos registros de nascimentos foi a maior desde o início da contabilização dos dados

A pandemia do coronavírus causou mudanças profundas nas estatísticas da população de Ribeirão Preto. Dados dos Cartórios de Registro Civil, contabilizados desde 2003, foram abalados por conta das mais de 2,6 mil vítimas da Covid-19. Em 2021, o registro de óbitos para um primeiro semestre foi o maior da série na cidade, resultando na menor diferença já vista entre nascimentos e mortes registradas nos primeiros seis meses do ano.

A base de dados do Portal da Transparência do Registro Civil –abastecido pelos Cartórios de Registro Civil do País e administrado pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Aspen/SP)– registrou, até o final do mês de junho, 3.802 óbitos na cidade. O número é 47,4% maior que a média histórica e 52,8% maior que o registrado no mesmo período de 2020.

Quanto aos nascimentos, até o final do mês passado, foram notificados 4.478. 4,1% menor do que a média de nascidos desde 2003, e 6,6% menor que no ano passado.

Diferença

A diferença entre óbitos nascimentos, em normalidade, é de 2.091 nascimentos a mais. Neste primeiro semestre, a diferença foi de 676. Uma redução de 67,7% na variação.

Natalidade e casamentos

Apesar de não ser uma regra, os dados do Registro Civil apontam que o número de casamentos é diretamente proporcional ao número de nascimentos. O que explica a queda atual, haja visto que o registro de casamentos na cidade é um décimo menor que o da média. Ainda que o número de casamentos em relação aos dados históricos, as celebrações aumentaram em relação a 2020.

O portal

O presidente da Aspen/SP, Luis Carlos Vendramin Junior, diz: "Com o Portal da Transparência, podemos visualizar a real condição que a sociedade está passando, como o grande aumento no número de óbitos e a diminuição dos nascimentos". Além disso "Por meio da plataforma, o Poder Público pode fazer uma análise dos impactos da doença e trabalhar as políticas necessárias para atendimento à esta nova realidade populacional".

*Texto de Laura Oliveira com supervisão de Raissa Scheffer

Foto: Pixabay

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