Gazeta de Bebedouro celebra 100 anos de história

Gazeta de Bebedouro celebra 100 anos de história

Jornal, que é um dos mais antigos em atividade contínua no Brasil, foi fundado em 6 de junho de 1924

A Gazeta de Bebedouro, um dos mais antigos jornais em atividade contínua no Brasil, celebra seu centenário nesta quinta-feira, 6 de junho. Fundada em 1924, a Gazeta acompanhou e contribuiu para o desenvolvimento da cidade de Bebedouro, que possui 139 anos, e de toda a região.
 

Com mais de 10 mil edições disponíveis para consulta em sua sede, o jornal é um guardião da história local, um dos raros veículos impressos a alcançar um século de atividade contínua no país.
 

Em comemoração ao centenário, Sarah Cardoso, filha de Juca Caldeira e atual líder do jornal, destaca que chegar ao centenário é a comprovação de estar no caminho certo. “Comemorar 100 anos parece uma possibilidade distante, porque vivemos tempos efêmeros. Porém, este centenário valida nossa forma de trabalho: fazemos jornalismo sério, ético e responsável, como um espelho de nossa cidade - e chegar aos 100 anos nos dá a certeza de que este é o jornalismo que vale a pena produzir”.


 

Compromisso com a sociedade
 

Além de noticiar e documentar o dia a dia bebedourense no decorrer de um século, a Gazeta também possuiu papel crucial no desenvolvimento social e cultural da cidade. Entre suas contribuições, destacam-se a construção de uma fonte sonoro-luminosa na década de 60, no Centro, que permanece em funcionamento e é um dos principais pontos turísticos de Bebedouro.
 

Outro projeto foi a construção da sede da APAE, que surgiu de uma campanha liderada pelo jornal em resposta à necessidade de pais com crianças com deficiência.
 

Mais recentemente, a Gazeta liderou um projeto de revitalização da avenida Pref. Pedro Paschoal, uma das principais vias da cidade, substituindo as árvores de murta por ipês, evitando danos ao asfaltamento e criando uma das mais belas paisagens urbanas.
 

Mais 100 anos
 

Hoje, a Gazeta segue com duas edições semanais e garante, por tempo indeterminado, um jornalismo ético e apartidário à comunidade. Sobre a extinção do jornalismo impresso, Sarah garante: "não é sobre o formato, mas sim, sobre a qualidade da informação".
 

“O mais importante não é a ferramenta, e sim a notícia verídica e produzida com seriedade. Nossa preocupação deve estar voltada para a formação de leitores, pois é a leitura que não pode acabar. É somente através dela que as pessoas vão adquirir conhecimento para viver e lutar por dignidade em busca de um lugar mais justo para vivermos", finaliza.


Foto: divulgação

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