Oito pessoas são indiciadas pela Polícia Civil no caso do empresário Nelson Carreira Filho
Nelson teria sido morto a tiros e o corpo jogado em um rio, segundo as investigações
A Polícia Civil concluiu, nesta segunda-feira, 7 de julho, o inquérito sobre a morte do empresário Nelson Carreira Filho. Ao todo, oito pessoas foram indiciadas, conforme o grau de envolvimento no crime. O principal suspeito de ter matado Nelson, Marlon Couto Junior, está foragido.
Além de Marlon, outros membros de sua família foram indiciados. A esposa do suspeito, Marcela Almeida, vai responder por fraude processual. Murilo Couto, irmão de Marlon, foi indiciado por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Os pais do foragido, Marlon Couto Paula e Lilian Patrícia Paula, foram indiciados por favorecimento pessoal. Já Tadeu Almeida Silva, tio de Marcela, é acusado de ter ajudado Marlon a enrolar o corpo da vítima antes de jogá-lo no rio.
Dois prestadores de serviço também foram indiciados: Felipe Miranda, suspeito de auxiliar Marlon na ocultação do corpo no rio, e Carlos Eduardo da Silva Cunha, por falso testemunho. Segundo as investigações, Carlos teria ajudado Marlon a se passar por Nelson durante uma troca de mensagens de celular com a esposa da vítima, após o crime.
O inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que poderá apresentar denúncia à Justiça.
Entenda o caso
Nelson Carreira Filho, de 43 anos, desapareceu em 16 de maio, após uma reunião comercial em Cravinhos, no interior de São Paulo. A Polícia Civil acredita que houve um desentendimento entre Nelson e Marlon Couto Junior, motivado por uma cobrança de R$ 100 mil feita pelo empresário. O conflito teria resultado na morte de Nelson.
*Com a colaboração de João Pedro Rehberger
Foto: Tevenet para Pixabay