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Ônibus com universitários pega fogo em rodovia da região de Ribeirão

Motorista não havia notado o incêndio e foi alertado por outro ônibus que passava ao lado

Universitários da região, que estudam em Ribeirão Preto, passaram por momentos de tensão na noite desta terça-feira, 18, quando o ônibus que viajavam, da empresa Ramazini, pegou fogo no caminho de volta, na Rodovia Antônio Duarte Nogueira, sentido Cruz das Posses.

Segundo relato dos estudantes, um segundo ônibus da mesma empresa, que também transportava universitários, foi quem deu sinal de parada e avisou sobre o incêndio. A estudante Paula Rosa comenta que avistou faíscas na parte de baixo do ônibus. "Quando estávamos na estrada, dentro do nosso ônibus, eu avistei algumas faíscas saindo da parte de trás do ônibus de Cruz das Posses, que estava na nossa frente. O motorista tentou sinalizar com os faróis, mas não deu certo. Nisso ele [o motorista] tentou a ultrapassagem, nós abrimos os vidros e gritamos para eles que aquele ônibus estava com problemas”, relata a aluna.

O estudante Jefferson Giorgetti, que estava no coletivo de Cruz das Posses, relata que antes de receber o aviso dos colegas do outro veículo, já percebido que algo estava errado. "Sentimos um cheiro forte de queimado, vindo do fundo do ônibus. Porém, achávamos que eram os freios, e o cheiro foi aumentando", comenta o aluno e conclui. "O pessoal achou que era brincadeira, porém quando o motorista parou no acostamento e desceu para verificar, subiu uma fumaça escura e forte. Alguns alunos começaram a entrar em desespero quando ouviram alguns estouros e avistaram fogo", diz.

Os alunos que estavam presentes revelam que não conseguiram avistar nenhum extintor no ônibus de Cruz das Posses. O extintor utilizado veio do outro veículo que parou para prestar socorro. O corpo de bombeiros foi acionado e as chamas foram contidas. Após o susto os alunos aguardam na estrada até a chegada de um novo ônibus.

Reclamações

Contudo, esta não é a primeira vez que alunos reclamam das condições dos veículos da Ramazini. Um dia antes do incêndio, na segunda-feira,17, um dos pneus do ônibus para Sertãozinho estourou, e, mesmo assim, o motorista seguiu viagem afirmando ser proibido de parar pela empresa, relatam os alunos.

"Esses problemas não são de hoje: alunos que viajam em pé, ônibus sem freio, alguns não funcionam o parabrisa em dia de chuva e o motorista precisa parar várias vezes para limpar o vidro", reclama a universitária Paula Rosa.

Além das questões básicas de segurança, os estudantes exigem um melhor serviço prestado, uma vez que o serviço é pago. É cobrado o valor de R$ 70 mensais de cada passageiro, sendo o restante subsidiado pela prefeitura de cada município. 

Procurada, a Ramazini não prestou esclarecimentos sobre o ocorrido até o fechamento desta reportagem.

Foto: Arquivo Pessoal

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