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Agentes da Transerp ouvidos pelo Portal Revide são a favor do projeto

Projeto de Lei federal pode armar agentes de trânsito da Transerp

Proposta foi aprovada pelo Senado e precisa da sanção do presidente Michel Temer (PMDB); sindicato da categoria é contra a proposta

O Senado aprovou, no dia 27 de setembro, o projeto de Lei que permite o porte de arma de fogo a agentes de trânsito em serviço, sejam do Estado ou município. A proposta também também estabelece exigências para a concessão do porte, como comprovação de capacidade técnica e aptidão psicológica para o uso da arma. Para isso, será exigida do agente a formação prévia em centros de treinamento policial. O projeto é do ex-deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB) e agora precisa ser sancionado pelo presidente Michel Temer (PMDB) antes de virar lei.

O sindicato

Miguel Lorenzon, diretor do Sindviários, afirma que o sindicato sempre se posicionou contra o armamento dos agentes de trânsito. "Não há necessidade de os agentes portarem armas", ele diz. Segundo Miguel, isso pode trazer transtornos, uma vez que a população pode entender que, por causa da arma, o agente tem poder de polícia. "Se a pessoa observar alguém sendo roubado, ela vai querer chamar o agente. Os agentes têm treinamento para fiscalização e não abordagem", conclui.

Além disso, o diretor argumenta que nos casos de agressões contra os agentes a resposta não seria equivalente. "Se o cidadão dá um soco no agente, ele não pode revidar com um tiro. Isso não vai trazer mais segurança", acrescenta.

O que pensam os agentes

O Portal Revide conversou com alguns agentes da Transerp que se mostraram a favor do projeto. Segundo um deles, que não quis se identificar, o porte de arma vai trazer mais segurança para o trabalho. "As pessoas não respeitam nossas ordens, nos insultam. O porte vai fazer os motoristas nos respeitarem mais", conclui. De acordo com o profissional, a arma funcionará como meio de inibir algum ataque por parte da população que, segundo ele, é frequente.

Já a Transerp informou que somente irá se manifestar caso o projeto seja sancionado pelo presidente.

Foto: Amanda Bueno

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