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Segurança Pública sofre com poucos recursos e efetivo em Ribeirão Preto

Falta de profissionais e aumento de crimes violentos elevam insegurança de ribeirãopretanos

Nas últimas semanas, Ribeirão Preto tem ganhado as manchetes por crimes violentos que têm assustado a população. Desde o assassinato de um policial militar em 21 de junho, uma série de crimes se seguiu no mesmo dia, indicando possíveis represálias. Na última semana, o Portal Revide mostrou que o município não está nem na lista dos 50 municípios mais seguros do País, reforçando a sensação de insegurança da população, que viu no sábado, 15, logo pela manhã, o registro de mais um assassinato.

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A Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) afirma que os resultados apresentados pelas Polícias Civil e Militar mostram que estão sendo presos cada vez mais bandidos e que a taxa de homicídios caiu. Mesmo assim, quem trabalha dentro dos órgãos de segurança alerta: “o trabalho está cada vez mais precário”, principalmente em função da diminuição no número de agentes.

De acordo com o Sindicato dos Peritos Criminais de São Paulo (Sinpcresp), há carência de efetivo em algumas instituições, como o Instituto de Criminalística (IC), que tem a atribuição de analisar provas técnicas acerca de locais, materiais, objetos, instrumentos e pessoas, para a instrução de processos criminais. 

No Estado, falta hoje 35% do efetivo previsto na Lei Complementar 1.206/2013, de acordo com Sinpcresp. Já em Ribeirão Preto, a defasagem é um pouco maior, chegando a 40%. Isso porque, a unidade do IC no município possui 26 peritos criminais, mas precisa de mais 18 para chegar à quantidade necessária de 44 peritos criminais.

Essa unidade é responsável pelo atendimento das ocorrências da área compreendida por Ribeirão Preto e mais 18 cidades da região, além de atender ocorrências de 63 municípios em relação aos exames de entorpecentes.

O sindicato reclama de instalações insuficientes, complicando o armazenamento e acondicionamento em arquivo, drogas, peças de crime, por exemplo. O órgão alega que tudo isso afeta o atendimento à população, além de interferir no ritmo de expedição de laudos periciais utilizados nas investigações e processo.

Diante disso, a própria Polícia Civil fez um pedido, no fim de junho, para Secretaria Estadual de Gestão Pública de realização de concurso público para a contratação de 3.910 novos agentes para que possam preencher os postos logo em 2018. No ano passado, o pedido foi negado, justamente por falta de recursos.

A Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) da SSP informa que investe para reforçar o efetivo das polícias paulistas. “Recentemente, foram nomeados 223 policiais civis (175 escrivães, 48 investigadores) e 42 técnicos-científicos (30 médicos legistas e 12 peritos). Num prazo de até 15 dias eles tomarão posse. Além disso, já estão em formação 1.696 policiais (903 PMs, 694 civis e 99 técnicos-científicos), que em breve reforçarão o efetivo do Estado”, disse em nota.

Porém, afirma que os investimentos em segurança ficam limitados, já que “o Estado deve obedecer aos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e, para toda contratação, deve ser observado o seu impacto orçamentário”, completa.

Foto: Pedro Gomes

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