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Vacina desenvolvida pelo Butantan já passou pela fase de desenvolvimento e pré-clínica; agora, será testada em humanos

Instituto Butantan fará teste da vacina contra o novo coronavírus em humanos

Anúncio da produção da vacina foi feito pelo governador de São Paulo, João Doria; detalhes são apresentados nesta quinta-feira, 11

Na manhã desta quinta-feira, 11, por meio de suas redes sociais, governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o Instituto Butantan vai produzir uma vacina contra o coronavírus para testes finais em humanos. "Hoje é um dia histórico para a ciência no Brasil e em SP. Vamos anunciar que São Paulo vai produzir a vacina contra o coronavírus, através de parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório internacional Sinovac Biotech", diz a publicação de Doria.

Em um vídeo, também postado nos perfis, Doria aparece ao lado do presidente do Instituto, Dimas Tadeu Covas, que também é presidente da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto. Segundo Doria, o estudo está na terceira fase do processo, a última antes do registro sanitário para uso da população. A previsão é que esse registro leve mais de um ano para ocorrer. Por isso, especialistas acreditam que a vacina estará disponível apenas em 2021. A previsão do governo é aplicação da vacina no começo do ano que vem.

Detalhes sobre estudo serão divulgados em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na capital, às 12h30 desta quinta-feira, 11.

Pesquisa

Além da pesquisa do Butantan, existem cerca de 133 candidatas a vacina contra o vírus causador da Covid-19, sendo que dez delas estão na fase de testes em humanos.

Após a primeira fase de desenvolvimento da vacina, a exploratória, com pesquisa e identificação de antígenos, a pesquisa vai para a fase pré-clínica, com verificação da vacina em organismos vivos, animais. A fase clínica, a última -estágio da pesquisa do Butantan- testa a vacina em humanos. 

Já nessa fase, primeiro há uma avaliação preliminar com voluntários adultos monitorados de perto. Depois, vem o teste em uma escala maior, centenas de participantes, que escolhidos de forma aleatória e são controlados. No último estágio dessa fase, vem o teste em larga escala, com milhares de indivíduos. É preciso uma avaliação definitiva da eficácia e da segurança da vacina. Após todas essas etapas é que será feito um registro sanitário. 

Foto: Arquivo/ Agência Brasil

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