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Vacinados contra a Covid-19 com imunizante da Janssen necessitam de dose reforço

Orientação baseada em estudos científicos foi publicada em Nota Técnica do Ministério da Saúde na quinta-feira, 25

As pessoas vacinadas contra a Covid-19 com o imunizante da Janssen, braço farmacêutico da empresa norte-americana Johnson & Johnson, devem tomar uma dose reforço da vacina entre dois a seis meses após a primeira aplicação. Informação foi divulgada em Nota Técnica publicada pelo Ministério da Saúde na última quinta-feira, 25. 

Essa orientação é baseada em estudos científicos que mostram um aumento significativo na imunidade do vacinado depois de ser feita a aplicação da dose reforço da vacina, em especial, quando o intervalo de tempo entre a aplicação das doses é mais longo.

Segundo a pesquisa realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, foi analisado que no período em que essa dose reforço é aplicada no tempo mínimo de dois meses tem eficácia de até 94%. Por outro lado, quando é feita apenas uma aplicação, esse índice passa a ser de 75%. 

"Os dados demonstraram que quando um reforço da vacina foi dado seis meses após a injeção única, os níveis de anticorpos aumentaram nove vezes uma semana depois da dose reforço, e continuaram a subir para 12 vezes mais em quatro semanas após o reforço. Todos os aumentos ocorreram independentemente da idade. Com dois meses após a primeira aplicação, os níveis de anticorpos aumentaram de quatro a seis vezes mais do que os observados após a injeção única", disse o Ministério, em nota.

Outra recomendação feita é de que as mulheres que estão grávidas, e que se vacinaram com a Janssen, utilizem a vacina da Pfizer como reforço, respeitando o mesmo intervalo.

Além da Janssen, que antes era confirmada como apenas uma dose necessária para imunização da população, ao longo do tempo pandêmico, outras vacinas como a CoronaVac e a Pfizer também sofreram alterações na bula.  

"Com a necessidade de disponibilizar vacinas o mais breve possível, dentro de um pacote mínimo de segurança e efetividade, a vacina foi aprovada para dose única. Porém, como é habitual e formal nas indústrias farmacêuticas, os estudos continuaram. Esses ajustes de alteração e incorporação de bula vão continuar acontecendo. Isso é natural para o desenvolvimento de todo novo medicamento", comenta o médico infectologista Cláudio Penido Campos Júnior.

Doses recebidas

Segundo o Ministério, até a quinta-feira, 25, o Brasil recebeu 6,6 milhões de doses da Janssen, sendo que 3 milhões delas foram doadas pelo governo dos Estados Unidos. A previsão do laboratório é de que outras 2,8 milhões de doses sejam entregues no começo de dezembro e o restante até o fim do mês. Essas doses são suficientes para que seja realizada a aplicação da dose de reforço durante o período de tempo recomendado.

Doses aplicadas

Em relação ao Estado de São Paulo, até o fechamento da reportagem, a plataforma Vacina Já havia registrado 77.078.408 aplicações de doses das vacinas contra a Covid-19. Dessas doses, 4.351.997 do imunizante Janssen. 

Já no município de Ribeirão Preto, de acordo com a plataforma Vacinômetro, foram aplicadas 1.146.461 doses, 20.387 delas são de dose única. Outras 552.770 são de primeiras doses, 498.191 de segunda dose e 75.113 da terceira dose.

Imagem: Breno Esaki/Agência Brasil

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