Alexandre Ribeiro: O principal teorbista brasileiro
O musico ribeirãopretano é um dos poucos especialistas no instrumento criado em 1588, a teorba
O músico ribeirãopretano Alexandre Ribeiro de Oliveira começou na música no início da década de 90, com somente 10 anos de idade. Com aulas de violão, o teorbista começou a trilhar seu caminho no meio musical. Aos 14 anos, o menino prodígio foi premiado pela primeira vez em uma competição do instrumento que estudava – Concurso Nacional de Violão Souza Lima, que conquistou por duas vezes. Para conciliar trabalho com a paixão pela música, Ribeiro conseguiu alguns alunos, passando, assim, a dar aulas.
Para tentar a sorte, Ribeiro deixou Ribeirão Preto e foi para São Paulo com um violão financiado e meia dúzia de roupas. Atualmente, o músico ministra aulas, mas também se dedica à carreira artística pessoal.

“Meus alunos de violão têm obtido excelentes resultados em concursos nacionais, indo até para o exterior. Enquanto teorbista, tenho me apresentado em salas importantes, como Teatro Municipal de São Paulo, Bach Society Houston e New York City Concert House, nos Estados Unidos, Museo Saavedra, na Argentina, e Esmae, em Portugal”, diz Ribeiro.
Este é só o começo da caminhada do principal teorbista brasileiro. Aliás, no Brasil, não chega a uma dúzia o número de músicos especializados no instrumento. E, para quem não tenha familiaridade com o nome, teorbista é a denominação dada ao músico que toca o instrumento chamado teorba.
Teorba
O instrumento foi desenvolvido por Antonio Naldi, no final de 1588 e início de 1589, em Florença. Inicialmente chamada de chitarrone, o motivo do uso da nova nomenclatura foi em razão ao apelido dado aos instrumentos usados por mendigos. A teorba tem seu primeiro registo em 1613, na Inglaterra, como theorbo; na França, como théorb; e, na Alemanha, como theorbe. Com a procura por instrumento mais potentes, a teorba foi caindo em desuso, voltando à cena por volta da década de 60.

Ribeiro conta, em entrevista para o Portal Revide, que, embora seja apaixonado pelo violão, quando toca a teorba, ele vive o instrumento. “Eu toco violão há muitos anos, trocar de instrumento não foi natural e, para ser sincero, foi até um pouco traumático. Como a técnica pra tocar as dedilhadas antigas é bem diferente, fica bem difícil manter as duas coisas. Optei pela teorba talvez pelas caraterísticas sonoras – som mais grave, mais envolvente –, talvez pelo repertório diferente, talvez por ser um instrumento mais exótico”, conta.
Sob supervisão de Marina Aranha.
Foto: Divulgação