"Copan": documentário de produtora ribeirãopretana ganha destaque internacional
Cena do documentário 'Copan': "o edifício se revela, ele mesmo, uma entidade viva”, diz a diretora, Carine Wallauer

"Copan": documentário de produtora ribeirãopretana ganha destaque internacional

Filme produzido pela MVM Movimentos Culturais participa de festivais renomados e se prepara para estreia no circuito de cinema e streaming.

Filme da produtora ribeirão-pretana MVM Movimentos Culturais, o longa “Copan” participa, a partir desta semana, de dois famosos festivais de documentários: o CPH:DOX – Festival Internacional de Documentários de Copenhague, na Dinamarca – é o único da América Latina – e o “É Tudo Verdade”, no Brasil. “Depois disso, percorre mais alguns eventos, entra no circuito de cinema e, mais para frente, em streamings”, diz a produtora Viviane Mendonça, da MVM.

 

“É um filme que nasce em Ribeirão Preto apesar de acontecer em São Paulo”, declara Viviane, cuja trajetória profissional inclui 13 anos à frente da Feira Internacional do Livro (FIL), na cidade. “Vivo na estrada, entre Ribeirão e São Paulo”, explica a produtora, que começou a trabalhar com cinema em 2012 e já assinou a produção executiva de vários títulos brasileiros – entre eles “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, premiado em 2019 na mostra Um Certo Olhar, do festival francês de Cannes. “Além da MVM, quem assina a produção é O PAR, fruto da minha parceria com Camilo Cavalcanti [cineasta]. Após anos fazendo produção executiva para grandes projetos, começamos a investir em projetos próprios, e o ‘Copan’ é um dos nossos grandes lançamentos deste ano.”, diz.

 

Com roteiro e direção de Carine Wallauer, o documentário foca uma disputa pela administração do Edifício Copan, com o mesmo síndico há três décadas. Enquanto isso, do lado de fora, Lula e Jair Bolsonaro disputam a presidência do Brasil, transformando o prédio em um microcosmo das tensões políticas do país. A equipe de filmagem teve acesso privilegiado a esses bastidores, já que a diretora viveu no prédio por sete anos e Viviane vive lá há oito, bem como o autor da trilha sonora, DJ KL Jay (Racionais) e outros integrantes.

 

A trajetória do projeto inclui a participação de Carine no Doc Station/Berlinale Talents – programa de talentos do Festival Internacional de Cinema de Berlim – e a seleção do filme pelo IDFAcademy (International Documentary Film Festival Amsterdam), na Holanda. Venceu editais do Proac/SP, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, para financiamento de seu desenvolvimento e produção, e conta com apoios das principais agências do setor. A coprodução da França possibilitou que o filme fosse finalizado lá e adentre o mercado europeu. “Isso é bem importante, principalmente para projetos menores, independentes e sobretudo de documentários”, conclui Viviane.

 

 


Divulgação

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