Zé Vito evoca o interior paulista em novo disco
Músico de Ribeirão Preto, que vive no Rio de Janeiro, aposta em instrumentos acústicos no terceiro álbum “Espelho”; músicas foram gravadas em casa
No início deste ano, enquanto passou um período na Praia do Espelho, no litoral da Bahia, onde tem uma casa, o músico Zé Vito começou os acordes e estrofes que deram origem às músicas que hoje estão em seu terceiro álbum, batizado de “Espelho”, em referência ao local que inspirou nas composições.
Com uma sonoridade que remete à típica tranquilidade interiorana, o terceiro disco da carreira do ribeirãopretano, radicado no Rio de Janeiro, conta com instrumentos como viola e sanfona. “É um disco mais leve, todo feito em casa”, explica Zé Vito. Segundo o músico, o período que passou na Bahia influenciou diretamente na concepção do disco.
“Os outros dois discos foram feitos todo com banda e eu estava sentindo falta de fazer música no violão”, completa.
Retornando ao Rio de Janeiro, Zé Vito tratou de concluir o que havia começado na Praia do Espelho e, para dar corpo às canções, decidiu convidar os amigos Pedro Costa, Ricardo Rito e Jayme Monsanto, da banda Os Lúpulos, e também outros músicos, como Maurício Calmon e o baixista ribeirãopretano Bruno Barbosa. "Espelho" já pode ser ouvido na internet e nas redes do músico.
Embora sem data para uma apresentação em Ribeirão Preto, o músico promete um show de lançamento do novo disco em breve para a cidade.
Carreira
Zé Vito também assinou a produção de discos dcomo "Positrônico", da banda Aeromoças e Tenistas Russas, "Tree" da banda Tree, "Desmanche" do Sobrado 112, além de seus dois discos solos, "Já Carregou" e seu segundo disco "Pode Ser".
Como instrumentista, dividiu palco com BNegão, Otto, Marku Ribas, Tony Allen, Leitieres Leite, Chico Cesar, Rita Beneditto, Fernanda Abreu, Gabriel Moura, Ney Matogrosso, Luiz Melodia, Zeca Baleiro, Russo Passapusso e Felipe Cordeiro e Céu. É guitarrista da banda de Jards Macalé.
Foto: João Salomão | Divulgação