Mulheres que inspiram: Dra. Margarida Maria Fernandes da Silva Moraes

Mulheres que inspiram: Dra. Margarida Maria Fernandes da Silva Moraes

A Dra. Margarida Maria Fernandes da Silva Moraes é a mais velha patologista em atividade de Ribeirão Preto

Na pequena Bariri, às margens do ainda límpido rio Tietê, Margarida Maria ouvira da mãe: “Quando você morrer, Jesus vai perguntar o que você fez com os seus talentos”. Quando tinha nove anos, a mãe faleceu. No início dos anos 1950, ela teve de conviver com a desconfiança de algumas mulheres. “Menina sem mãe, boa coisa não pode dar”, diziam. Aluna aplicada, Margarida se dedicou aos estudos, sempre em instituições públicas. “Desde a infância, dizia que iria ser médica. Talvez a inspiração tenha vindo de um atencioso médico da cidade”, lembra. Já moça, prestou o vestibular para a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) e foi aprovada na primeira tentativa. 

Em 1967, com o diploma na mão, fez a residência médica nos Estados Unidos. “Fui convidada a lá permanecer, como médica e cidadã americana. Optei pelo Brasil, pois acreditei que devia meus conhecimentos ao povo brasileiro, que pagou pela minha formação”, destaca. 

Hoje, às vésperas de completar 80 anos, a Dra. Margarida Maria Fernandes da Silva Moraes é a mais velha patologista em atividade de Ribeirão Preto. “Continuo a trabalhar com prazer, interesse e assiduidade”, acrescenta. Desde 1980, Margarida está à frente do MM Laboratório de Patologia e Citologia. O local é composto por uma equipe de médicos, técnicos e colaboradores de diversos segmentos que trabalham no diagnóstico de doenças, nos próprios tecidos onde elas ocorrem, como o câncer, doenças inflamatórias e degenerativas.

Além da profissão, Margarida cozinha, borda, faz tricô e ainda arranja tempo para dançar ballet. Já no âmbito pessoal, a médica celebra a sorte que teve no casamento com Cássio Ruas de Moraes. “Marido dedicado, companheiro e culto”, descreve. A família ainda é composta pelos filhos Marília e Cássio. “Meus presentes”, nomeia. E os netos, Ricardo, Marcelo e Heloísa. “Minhas alegrias”, conclui. O coração generoso de Margarida ainda tem espaço para a nora Ana Isméria e o genro Ricardo Peres.

Compartilhar: