Cesta básica sobe em janeiro em Ribeirão, mas aumento do mínimo reduz peso no bolso
Valor médio chegou a R$ 731,01; diferença entre regiões da cidade passa de R$ 150
O custo da cesta básica voltou a subir em Ribeirão Preto em janeiro, com alta de 0,97% em relação a dezembro. Mesmo com a elevação, o reajuste do salário mínimo ajudou a suavizar o impacto da inflação de alimentos no orçamento das famílias. Os dados são do levantamento do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB), da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp).
De acordo com a pesquisa, o valor médio do conjunto de itens essenciais ficou em R$ 731,01 no mês. Com o novo salário mínimo de R$ 1.621, já considerando o desconto de 7,5% da Previdência Social, o rendimento líquido estimado foi de R$ 1.499,43.
Nesse cenário, o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu cerca de 48,75% da renda mensal apenas com a compra da cesta básica em janeiro, o equivalente a 107,28 horas de trabalho. Ainda assim, houve redução de 6,2 horas em relação a dezembro, reflexo direto do aumento da renda.
Segundo o economista Lucas Ribeiro, responsável pela organização do estudo, a melhora relativa no poder de compra ajuda a conter os efeitos da alta de preços no início do ano. “A redução do comprometimento da renda e das horas necessárias de trabalho suaviza o cenário de elevação dos custos em janeiro. A variação mensal foi inferior a 1% e ficou concentrada em ajustes pontuais de alguns itens”, afirma.
Apesar disso, ele ressalta que o gasto com alimentação continua elevado. “O nível de dispêndio com alimentação permanece alto, mantendo a cesta básica como um componente central do custo de vida das famílias”, completa.
Diferença de preços reforça importância da pesquisa
O levantamento do IEMB-Acirp também aponta forte variação de preços entre as regiões de Ribeirão Preto. A diferença entre a cesta mais cara e a mais barata chegou a R$ 150,42 para o mesmo conjunto de 13 itens, o que reforça a importância de pesquisar antes de ir às compras.
A região Central apresentou o maior custo médio, de R$ 831,59, com alta de 2,92% em relação a dezembro. Já o menor valor foi registrado na zona Norte, onde a cesta ficou em R$ 681,17, após aumento de 1,73%. Nas demais regiões, os preços médios foram de R$ 693,50 na Leste (queda de 2,26%), R$ 705,32 na Oeste (alta de 3,87%) e R$ 744,59 na Sul (recuo de 3,08%).
A pesquisa foi realizada nos dias 22 e 23 de janeiro de 2026, com coleta de preços em supermercados, hipermercados e panificadoras distribuídos pelas cinco regiões do município. Para cada item, foi considerado o menor preço encontrado, independentemente da marca, seguindo os critérios do Decreto-Lei nº 11.936/2024 e da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2017-2018.
Tomate e batata puxam alta
Entre os produtos analisados, o tomate italiano (+19,01%) e a batata inglesa (+9,35%) registraram as maiores altas no mês. Na outra ponta, a banana nanica (-12,63%) e o óleo de soja (-13,24%) ajudaram a conter o avanço do custo total.
As carnes continuaram liderando o peso no orçamento alimentar, respondendo por 47,24% do valor da cesta, seguidas por frutas e legumes (22,45%) e itens farináceos (19,52%).
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