Ciclo do mercado imobiliário em 2026 está associado ao crédito habitacional e à profissionalização do setor, aponta SindusCon-SP
Retomada do financiamento, programas públicos de habitação e avanços regulatórios criam cenário favorável para novos empreendimentos na região
O mercado imobiliário regional inicia 2026 diante de uma janela concreta de oportunidades, impulsionada pela retomada do crédito habitacional, pela atuação de programas públicos de habitação e por avanços na simplificação de processos e na legislação urbanística. A avaliação é do SindusCon-SP – Regional Ribeirão Preto, a partir da análise do diretor regional adjunto João Carlos Moreira Filho.
Segundo ele, o cenário atual reúne fatores decisivos para o desenvolvimento do setor, como a confirmação de crédito disponível por parte da Caixa Econômica Federal e o posicionamento do Governo do Estado de São Paulo em favor da melhoria regulatória. “Nosso papel é orientar e apoiar os empreendedores para que esse ambiente favorável se traduza em projetos aprovados, obras em andamento e moradias entregues com qualidade e escala”, afirma.
O diretor regional Fernando Junqueira destaca a agenda permanente de diálogo e cooperação mantida pelo SindusCon-SP com os municípios da região, por meio do Comitê de Habitação Social. O objetivo é contribuir para o aprimoramento dos instrumentos voltados à produção de habitação popular, especialmente nas faixas 2, 3 e 4. “Trabalhamos para simplificar processos, modernizar parâmetros urbanísticos e garantir maior previsibilidade aos empreendimentos”, ressalta.
Ao longo de 2026, a Regional Ribeirão Preto também pretende ampliar a participação em feirões imobiliários em cidades como Ribeirão Preto, Franca, Araraquara e São Carlos, fortalecendo a conexão entre construtoras, linhas de crédito e famílias, além de ampliar o acesso à moradia.
Para José Carlos, o crescimento do mercado imobiliário neste novo ciclo estará diretamente ligado ao protagonismo de profissionais e empresas que dominarem o funcionamento do crédito habitacional, investirem em profissionalização e mantiverem proximidade institucional com o sindicato e com os agentes públicos. “A expectativa é que esse movimento contribua para o desenvolvimento urbano, a geração de empregos e a ampliação da oferta de moradia digna em toda a região”, conclui.
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