Com Páscoa e Agrishow, comércio projeta leve alta nas vendas em abril
Levantamento aponta crescimento entre 0,5% e 1,5%, com impacto positivo em diversos setores da economia local
O comércio varejista de Ribeirão Preto deve registrar crescimento moderado nas vendas em abril de 2026, impulsionado pelos períodos da Páscoa e da Agrishow. A expectativa é de alta média entre 0,5% e 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o resultado também foi positivo, com avanço de 1,5%.
Os dados são do Centro de Pesquisas do Varejo (CPV), ligado ao Sincovarp e à CDL Ribeirão Preto, entidades que representam o setor na cidade e em outros 43 municípios da região.
Segundo o economista Diego Galli Alberto, coordenador do CPV, o desempenho do mês deve ser marcado por dois momentos distintos. “Em abril tivemos dois picos de vendas. O da Páscoa já ocorreu e agora vem o da Agrishow. Nos demais dias, há uma acomodação natural. A expectativa é fechar o mês próximo ao desempenho do ano passado, com viés de estabilidade”, explica. Ele ressalta ainda que o consumo segue desaquecido e que a feira deve manter público semelhante ao de 2025, estimado entre 197 mil e 200 mil visitantes.
Além de movimentar o varejo, a Agrishow deve gerar impacto mais amplo na economia. A organização do evento estima movimentação de cerca de R$ 500 milhões e a criação de aproximadamente 16 mil empregos diretos.
Para o presidente do Sincovarp e da CDL Ribeirão Preto, Paulo César Garcia Lopes, o perfil dos visitantes contribui para aquecer diferentes setores. “Grande parte do público vem de fora e consome no comércio local. Além disso, o período coincide com o Ribeirão Rodeo Music, que também atrai pessoas de toda a macrorregião. Hotéis, imóveis por temporada, bares, restaurantes, atividades culturais e postos de combustíveis tendem a ser beneficiados”, afirma.
O setor de combustíveis, inclusive, já projeta aumento expressivo na demanda. De acordo com a Associação Núcleo Postos de Ribeirão Preto (ANPRP), a semana da Agrishow deve gerar crescimento médio de 17% nas vendas, o que representa cerca de 500 mil litros adicionais comercializados. As lojas de conveniência também devem registrar alta média de 15%.
“O volume de veículos na cidade cresce significativamente durante o evento, tanto na chegada quanto no retorno dos visitantes. Mesmo diante de um cenário internacional instável, o setor está preparado para atender à demanda, inclusive nas lojas de conveniência”, destaca Fernando Roca, presidente da ANPRP.
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