Venda de veículos novos cai pela metade em Ribeirão Preto durante pandemia
Até março, antes do isolamento social ser decretado em Ribeirão, 5.161 veículos novos haviam sido emplacados no município

Venda de veículos novos cai pela metade em Ribeirão Preto durante pandemia

Dados da Fenabrave mostram que, sem atendimento presencial, concessionárias venderam 136 veículos nos últimos dois meses

Após um começo de ano com alta nas vendas, o mercado de veículos zero quilômetro sofre o baque da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Com concessionárias e escritórios do Detran e despachantes fechados para o atendimento presencial desde o dia 23 de março, quando foi decretado o estado de calamidade pública em Ribeirão Preto, esse mercado viu as vendas caírem pela metade desde o início do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacados, 5.298 unidades de veículos novos em Ribeirão Preto entre janeiro e maio. No mesmo período do ano passado, haviam sido 10.068 emplacamentos de veículos zero, que incluem motos, ônibus, caminhões, carros e comerciais leves.

Somente em maio deste ano, foram 124 emplacamentos, no mesmo mês do ano passado, foram 1.322.

Já na comparação com o mês anterior, o mercado de Ribeirão Preto mostrou uma reação nas vendas. Em abril, foram apenas 12 emplacamentos registrados na cidade.

Até março, antes do isolamento social ser decretado em Ribeirão, 5.161 veículos novos haviam sido emplacados no município. 

Na avaliação do Presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, em maio, o retorno de funcionamento de parte do Detran de São Paulo já resultaram em pequena melhora para o Setor da Distribuição, além da venda e atendimento on-line de concessionárias.

“Observamos que a abertura parcial de alguns Detrans, que começaram a operar com agendamentos, as vendas não presenciais dos concessionários, além da liberação de alguns municípios para abertura plena das concessionárias (vendas e pós-vendas), resultaram nesta melhora, ainda que pequena, mas já como a primeira sinalização positiva, para voltarmos à normalidade. Se o estado e a capital paulista estivessem operando normalmente, os resultados seriam ainda mais expressivos, já que São Paulo representava, antes da crise, mais de 26% das vendas de veículos e passou a representar apenas 0,9%, em abril, e 1,6%, em maio", explicou o presidente da entidade.

Ele ainda acredita que, com a reabertura das concessionárias e escritórios no dia 1º de junho, na chamada “retomada consciente” do estado, o desempenho pode melhorar. “Temos a expectativa de retornar às atividades plenas em São Paulo, com total segurança, tanto para os nossos colaboradores como para os nossos clientes, pois as concessionárias são consideradas atividades essenciais, na medida em que respondem pela mobilidade do País”, esclarece Assumpção Júnior.

Além da reabertura das Concessionárias, a Fenabrave espera que o sistema financeiro também colabore com o crédito, não apenas para as empresas como, também, para os consumidores, pois a aprovação cadastral, para o financiamento de automóveis, está mais restritiva e as taxas de juros elevadas, na avaliação da entidade. “Assim que ocorrer o retorno gradual do mercado, com crédito e renda retornando aos patamares habituais, esperamos que as concessionárias voltem a níveis sustentáveis de vendas e os empresários possam ter clareza para definir o rumo dos seus negócios. Estamos bastante confiantes que dias melhores virão”, concluiu.


Foto: Pixabay (Imagem ilustrativa)

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