Córrego Ribeirão Preto ganha ecobarreira criada por alunos de colégio de Ribeirão Preto

Córrego Ribeirão Preto ganha ecobarreira criada por alunos de colégio de Ribeirão Preto

Iniciativa do Marista transforma o córrego em sala de aula a céu aberto e será apresentada na Conferência Nacional do Observatório Marista do Clima, em Belém (PA)

Redes, galões e garrafas PET. Esses são os materiais utilizados pelos estudantes do Colégio Marista para transformar o córrego Ribeirão Preto, um dos principais cursos d'água urbanos da cidade, em cenário de aprendizado e cuidado ambiental. A ação deu origem ao projeto Ecobarreira Marista, desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Infraestrutura, com o objetivo de reter resíduos sólidos e impedir que cheguem ao rio Ribeirão Preto, afluente direto do rio Pardo.

 

A inauguração oficial da ecobarreira acontece na segunda-feira, 17, às 10h30, na rua Fábio Barreto, 41, com a presença de autoridades municipais, representantes do Colégio Marista Ribeirão Preto, estudantes e educadores envolvidos na iniciativa.

 

Além da entrega simbólica, o evento incluirá a pesagem dos resíduos recolhidos no córrego, reforçando o caráter prático, científico e educativo do projeto, que alia aprendizado em sala de aula e responsabilidade ambiental na comunidade local.

 

"Queremos que os estudantes entendam que cada gesto faz diferença. Quando eles veem o lixo se acumulando no rio, percebem que a responsabilidade ambiental começa nas pequenas escolhas do dia a dia", explica o professor Ismael César Tomazini de Oliveira, responsável pelo projeto nas aulas de Conexão XXI.

 

O protótipo, criado pelos alunos do 7º ano, foi construído com materiais reciclados. Além de medir o leito do córrego, os estudantes planejaram o formato e os ajustes necessários para a instalação definitiva. "Eles assumiram o projeto de forma genuína. Participaram das medições, discutiram soluções e até propuseram formas de reaproveitar o material. É um aprendizado vivo, que mistura ciência e solidariedade", completa o professor.

 

Para a estudante Maria Carolina Bugarelli Gimenez, a experiência foi transformadora. "Quando vi o córrego de perto, fiquei assustada com a quantidade de lixo. Mas também percebi que a gente podia fazer algo real para mudar isso. Agora, antes de jogar qualquer coisa fora, eu penso em tudo o que aprendi com a ecobarreira."

 

O membro do legislativo municipal Danilo Scochi, que intermediou a parceria entre a escola e o poder público, destaca o papel coletivo da ação. "Projetos como o da ecobarreira mostram que atitudes simples podem gerar grandes resultados. Colocamos juntos três agentes fundamentais: a escola, que forma; a Prefeitura, que executa; e a comunidade, que transforma. É uma engrenagem que só funciona quando todos participam."

 

O córrego Ribeirão Preto nasce na zona sul da cidade e corta áreas densamente urbanizadas antes de se encontrar com o rio Ribeirão Preto. Assim como muitos córregos urbanos, enfrenta problemas de assoreamento e descarte irregular de lixo, reflexo dos desafios ambientais nas cidades médias brasileiras.

 

Conferência do Observatório Marista do Clima

 

O projeto Ecobarreira está sendo apresentado na Conferência Nacional do Observatório Marista do Clima, que ocorre até sexta-feira, 14, no Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, em Belém (PA). O evento reúne representantes de diversas unidades Maristas de todo o país e dialoga diretamente com os temas da COP30, também sediada na capital paraense neste mês.

 

Serviço
Inauguração Ecobarreira Marista
Quando
: segunda-feira, 17, às 10h30
Onde: rua Fábio Barreto, 41 – Vila Tibério
Ação: Demonstração e pesagem dos resíduos recolhidos | Autoridades municipais convidadas 

 


Foto: divulgação/Marista Ribeirão Preto

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