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Após derrota na final da Copa Paulista, Botafogo mira reestruturação para 2022

Conselho Deliberativo do Botafogo escolheu o empresário Alfredo Cristovão do Carmo Guilherme novo presidente do clube

No último domingo, 14 de novembro, o Botafogo enfrentou o São Bernardo pela final da Copa Paulista 2021, no estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo. Com vantagem da vitória na primeira partida, conquistada no domingo anterior, 7 de novembro – quando venceu por 2 a 0, com gols dos atacantes Hélio Paraíba e Bruno Michel, no estádio Santa Cruz em Ribeirão Preto –, o Pantera podia empatar ou perder por um gol por diferença que levaria o título inédito, mas sofreu um revés por 2 a 0 no tempo normal e 5 a 4 nos pênaltis.

Entre os relacionados pelo técnico Samuel Dias para disputa da final, a principal novidade foi o lateral esquerdo Pará, recuperado de lesão sofrida no músculo da coxa direita. Outra novidade foi o meia Wesley, revelado nas categorias de base do Tricolor. Entre os desfalques, o volante Victor Bolt e o atacante Hélio Paraíba, suspensos.

A partida

Durante a disputa da final, o volante Rodrigo Souza abriu o placar para o São Bernardo logo no primeiro minuto da partida. Aos dois minutos do segundo tempo, o atacante Gustavo Oliveira marcou o segundo, definindo o placar. O título, então, foi decidido nos pênaltis e o São Bernardo se tornou bicampeão da Copa Paulista, competição na qual também foi vencedor em 2013. Samuel Dias comentou o resultado em entrevista coletiva.

“Iniciamos o jogo abaixo, no qual o time da casa tinha que se impor um pouco mais e conseguiram achar um gol logo no início. Depois, conseguimos equilibrar a partida e tivemos boas escapadas e bons lances com o Martineli, Caetano e Dudu, mas era uma equipe que estava perdendo por 2 a 0 e ia se atirar. Então, não podemos dar essas brechas, principalmente em uma final de campeonato”, disse o treinador.

Com a conquista do vice-campeonato, o Tricolor de Ribeirão Preto repetiu o resultado de 2014, quando o clube também foi vice da competição após perder a decisão para o Santo André, e completa seis anos sem levantar um troféu, desde a conquista da Série D, em 2015.

“A estratégia era ter mais velocidade para chegar ao gol. Em alguns momentos isso aconteceu e em outros não, mas faz parte do futebol. Fizemos uma boa competição, conseguimos o objetivo principal que é colocar o clube na Copa do Brasil, claro que queríamos o título, mas acho que as duas melhores equipes fizeram grandes jogos”, completou o comandante. Para a temporada do ano que vem, o Pantera deve disputar o Campeonato Paulista na Série A1, o Campeonato Brasileiro da Série C e a Copa do Brasil, retornando à competição após 20 anos.

“Fizemos uma boa competição e conseguimos o objetivo principal que é colocar o clube na Copa do Brasil”, disse o comandante Samuel Dias

Temporada 2021

A conquista da vaga na Copa do Brasil de 2022 vem após uma temporada instável. O Botafogo iniciou o ano com o rebaixamento na Série B, terminando na vice lanterna da tabela da competição. A última queda de divisão do Pantera foi há 16 anos, quando o clube caiu da Série A2 do Paulistão para a Série A3, em 2005. 

Com o revés, o time deu início a uma reformulação no elenco e na comissão técnica e o treinador Moacir Júnior deixou o comando do time, sendo substituído por Alexandre Gallo para disputa do Campeonato Paulista da Série A1. Após dois meses e apenas quatro jogos oficiais disputados, o treinador, natural de Ribeirão Preto, deixou o clube depois de uma sequência de três derrotas seguidas no Paulistão.

O técnico Argel Fuchs assumiu o Pantera na lanterna do estadual, em situação semelhante ao cenário de dez anos atrás, quando passou pelo time de Ribeirão Preto pela primeira vez, em 2011. A equipe escapou do rebaixamento e garantiu a permanência na Série A1, tendo encerrado a participação com 12 pontos acumulados, duas vitórias, seis empates e quatro derrotas. Em setembro, o Tricolor foi eliminado na penúltima rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, encerrando sua participação na 7ª colocação do Grupo B, com 22 pontos acumulados em seis vitórias, quatro empates e oito derrotas, motivando o desligamento de Argel Fuchs, substituído por Samuel Dias no comando da equipe.

Agora o Botafogo se prepara para disputa do Campeonato Paulista 2022, que começa oficialmente no dia 26 de janeiro, e estará no Grupo C da competição junto com o Palmeiras, Mirassol e o Ituano. Durante a primeira fase, o Pantera enfrenta os rivais dos outros grupos que serão o Corinthians, o Inter de Limeira, o Guarani e o Água Santa, do Grupo A, o São Paulo, a Ferroviária, o Novorizontino e o São Bernardo, do Grupo B, e o Bragantino, Santos, a Ponte Preta e o Santo André, que estão no Grupo D.

Nova presidência

Na terça-feira, 16, em votação do Conselho Deliberativo do Botafogo Futebol Clube no estádio Santa Cruz, o empresário Alfredo Cristovão do Carmo Guilherme foi eleito o 50º presidente do clube. A chapa “Zizão Eterno”, única inscrita para a eleição, tem como vice Eduardo Esteves, e foi nomeada em homenagem ao ex-diretor e ídolo do time, José Carlos Strambi, o “Zizão”, que faleceu em janeiro, aos 86 anos, por complicações relacionadas a um câncer no estômago. 

Vice-presidente, Eduardo Esteves, à esquerda, e o presidente recém-eleito Alfredo Cristovão, à direita, integrantes da chapa Zizão Eterno

O novo dirigente já esteve à frente do Conselho Deliberativo do Botafogo entre 2017 e 2019 e foi candidato à presidência do clube em 2015, quando foi derrotado pelo ex-presidente Gerson Engracia Garcia, além de ter ocupado os cargos de tesoureiro e vice-presidente do Conselho, entre 2015 e 2017. O vice-presidente, Eduardo Cezar Esteves, foi diretor de futebol do Tricolor em 2012 e em 2016. 

Uma outra realidade

O ribeirãopretano Marcio Javaroni, torcedor, jornalista e historiador do time, se diz decepcionado com a gestão que assumiu o clube em 2018 com o objetivo de sanar as constantes crises financeiras da equipe.

“O futebol mudou muito nos últimos anos. A realidade hoje é outra e aquele Botafogo de tempos atrás não existe mais. Desde o início da gestão S/A, o Botafogo amargou um rebaixamento no Campeonato Brasileiro e no Paulistão vem conseguindo se salvar da queda para a Segunda Divisão a duras penas. Por isso, a perda do título da Copa Paulista da maneira e nas circunstâncias atuais, por mais que tenha sido decepcionante, não é nada perto da tristeza maior de ver o Botafogo ter perdido sua alma com a transformação em S/A”, diz o torcedor de 44 anos.

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Fotos: Agência Botafogo

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