Descarte irregular nas rodovias de Ribeirão Preto ultrapassa 683 toneladas em 2025
Volume de resíduos preocupa pelo impacto ambiental, risco à saúde pública e ameaça à fauna
Mais de 683 toneladas de lixo foram retiradas das rodovias que cortam a região de Ribeirão Preto ao longo de 2025. O volume, que representa média de 57 toneladas por mês, é 11% maior do que o registrado em 2024, quando 615,78 toneladas foram recolhidas.
Entre os resíduos descartados irregularmente estão embalagens plásticas, pneus, móveis velhos e outros materiais volumosos. Além de comprometer a paisagem e degradar o meio ambiente, o acúmulo de lixo nas margens das rodovias favorece a proliferação de vetores de doenças, especialmente em períodos de calor intenso e chuvas frequentes.
A presença de recipientes e objetos que acumulam água cria ambiente propício para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O descarte irregular também pode obstruir o escoamento da água da chuva, contribuindo para alagamentos, além de atrair animais silvestres, aumentando o risco de atropelamentos e desequilíbrio da fauna local.
Segundo a Entrevias Concessionária de Rodovias, responsável pela administração dos trechos na região, todo o material recolhido é destinado a aterros sanitários licenciados ou cooperativas de reciclagem, quando possível.
Na região de Ribeirão Preto, os pontos mais críticos de descarte irregular estão no Anel Viário, nos bairros Jardim Progresso e Adelino Simioni.
Conscientização
Para tentar reduzir o problema, são realizadas ações educativas em comunidades próximas aos trechos mais afetados. As atividades, desenvolvidas principalmente com crianças em escolas e praças, abordam a importância do descarte correto dos resíduos e o potencial da reciclagem como fonte de renda. “É extremamente preocupante o lixo na rodovia. O resíduo pode atrair animais de diversas espécies, colocando em risco o nosso usuário de rodovia, a própria fauna, sem contar o risco à saúde pública. Precisamos nos conscientizar para reduzir esse descarte irregular”, afirma o gerente de Meio Ambiente, Sustentabilidade, SGI, Riscos e ESG, Osnir Giacon.
Foto: divulgação/Entrevias