Lobo-guará reabilitado será solto na natureza nesta quinta-feira, 5

Lobo-guará reabilitado será solto na natureza nesta quinta-feira, 5

Animal foi recuperado após atropelamento e retorna ao habitat com apoio da Polícia Ambiental

Uma jovem fêmea de lobo-guará será devolvida ao habitat natural nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, após passar por reabilitação no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETRAS) Morro de São Bento, em Ribeirão Preto. A soltura contará com apoio da Polícia Ambiental, responsável por buscar o animal na unidade às 9h.

 

O resgate ocorreu no dia 26 de janeiro, após atropelamento no km 345 da Rodovia Altino Arantes, entre Morro Agudo e São Joaquim da Barra. Na ocasião, o animal deu entrada no CETRAS em estado crítico, com dificuldades respiratórias e múltiplas lesões decorrentes do impacto.

 

Segundo a equipe técnica, o quadro foi estabilizado por meio de atendimento emergencial e terapia intensiva. Durante o tratamento, a loba recebeu dieta enteral específica, considerada fundamental para a recuperação do organismo e para o retorno gradual à alimentação sólida.

 

Ao final do processo, o laudo técnico atestou que o animal está plenamente apto para a soltura, preservando suas características selvagens. Durante o período de observação, foram constatados comportamento nativo preservado, capacidade de forrageamento e aversão à presença humana, além de boas condições de saúde. Exames laboratoriais descartaram anemias, hemoparasitas e alterações intestinais, e um parasita identificado inicialmente foi erradicado. A fêmea apresenta escore corporal ideal para a espécie.

 

“Ver um animal chegar em estado tão crítico e, em poucos dias, estar pronto para correr livre novamente valida todo o esforço da nossa equipe e a infraestrutura do CETRAS”, destacou o responsável técnico da unidade, Alexandre Gouvea.

 

Com autorização do Departamento de Fauna do Estado de São Paulo, a loba será devolvida à área de ocorrência original, no município de São Joaquim da Barra. A reintrodução do lobo-guará, considerado predador de topo, é apontada como fundamental para o equilíbrio ecológico e para a preservação da biodiversidade do Cerrado paulista.


Foto: divulgação

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