Regulamentação do calçadão tem mais de 120 sugestões
Audiência pública coletou reclamações e opiniões de moradores e comerciantes sobre vários aspectos que podem ser resolvidos com lei
Ciclistas que colocam bicicletas trancadas nos novos postes, skatistas que “azaram” moradores, lixo descartado sem uniformidade, lojistas que lavam seus estabelecimentos e jogam água para fora, reformas que não atendem à lei de acessibilidade, bancas que precisam se adaptar, um núcleo gestor etc., etc.
As necessidades do calçadão do Centro foram discutidas em uma audiência pública na tarde desta quarta-feira, 18, no teatro Meira Júnior, com a participação de vereadores, secretários municipais, dirigentes de entidades do local e moradores que deram sugestões e reclamaram de várias situações.
Segundo o presidente da Comissão Especial de Estudos (CEE) do Calçadão, vereador Genivaldo Gomes (PSD) até agora já foram mais de 120 sugestões entregues à CEE. Elas serão discutidas entre os membros e uma lei deve ser elaborada para regulamentar a utilização e manutenção do calçadão.
O secretário de Obras Públicas, Abranche Fuad Abdo, disse que agora faltam pequenos detalhes para a entrega da obra de reformas, que durou mais de auqtro anos. “Falta fazer a calçada da Barão (do Amazonas), fazer duas passagens, uma de asfalto e uma de piso e fazer um pente fino para a entrega”, afirmou.
Para Marcos Zeri Ferreira, presidente da Associação dos Moradores e Comerciantes do Centro (Amec), falta terminar a colocação de bancos, negociar com as bancas de jornais a adequação e criar um grupo gestor para o local. Ele também cobra limpeza do piso, que já está encardido.
"Ganhamos uma verba de R$ 80 mil da Câmara Municipal para a compra de uma máquina de pressão para lavar o piso, mas a Prefeitura precisa fazer a licitação para a compra do equipamento", disse Marcos Ferreira.
Outras sugestões foram apresentadas, como a coleta de lixo duas vezes por dia e a elaboração de lei que restrinja a utilização de skates no local. “Vamos analisar todas as sugestões e ver o que é possível equacionar”, disse Genivaldo Gomes.
O vereador pretende também envolver o Ministério Público (MP) nas discussões da regulamentação e uma próxima audiência deve ser marcada já com convite a um representante do MP.
Foto: Silvia Morais/Câmara Municipal