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“Pesquisas são determinantes para garantir diversidade ao agronegócio paulista”, reforça Arnaldo Jardim

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Muito resistente a doenças, a iac 2019 maria resulta de um processo de melhoramento genético convencional

Resultado de 20 anos de pesquisas, a primeira tangerina 100% brasileira acaba de ser apresentada pelo Instituto Agronômico (IAC). A IAC 2019 Maria resulta de um processo de melhoramento genético convencional, isto é, não se trata de cultivar transgênica. Para o setor de produção, vale destacar que a cultivar tem alta resistência à Mancha Marrom de Alternaria (MMA), uma doença específica das tangerinas que reduz significativamente a produção do pomar.

Por causa dessa característica, a IAC 2019 Maria causa menor impacto ambiental. Isso porque diminui, e até elimina, a necessidade de pulverização, além de reduzir os custos de produção e de melhorar a qualidade do fruto. O manejo da MMA requer várias aplicações de fungicidas em áreas infectadas. A doença afeta as principais variedades de tangerina comercializadas no Brasil. Há registros de produtores que fazem, por ano, até 25 aplicações de fungicidas.

Menor número de sementes, coloração intensa e tamanho agregam valor ao fruto. A nova tangerina foi testada de Norte a Sul de São Paulo, incluindo os municípios de Cordeirópolis, Colina, Bebedouro, Matão, Itapetininga, Capão Bonito, Buri e Botucatu. A fruta se adapta muito bem a todas as condições paulistas. “As novidades reveladas pela pesquisa paulista são determinantes para a manutenção da diversidade do agronegócio do Estado”, defende o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim.

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