1º Encontro do Terceiro Setor
Cerca de 300 representantes das entidades, do Ministério Público e da Prefeitura de Ribeirão Preto e região participaram do evento
A Associação Paulista de Fundações (APF) e a Fundação de Pesquisas Científicas de Ribeirão Preto (FUNPEC) realizaram neste dia 20 de maio, no Hotel JP, o 1º Encontro do Terceiro Setor em Ribeirão Preto. Cerca de 300 representantes das entidades, do Ministério Público e da Prefeitura de Ribeirão Preto e região estiveram presentes, para discutir assuntos relacionados ao poder público e ao Terceiro Setor, entre eles, o financiamento das organizações e a captação de recursos, além da legitimidade do setor e de convênios.
O representante do Ministério Público, 8º Promotor de Justiça, Curador de Fundações, Sebastião Sérgio da Silveira, afirmou que o governo, principalmente o federal, tem dificultado o desenvolvimento do Terceiro Setor, impondo obstáculos burocráticos e desorganização na definição das prioridades ao atendimento das entidades.
O encontro foi, portanto, uma oportunidade de esclarecimento e organização para as entidades e contou com quatro palestras proferidas por Arcênio Rodrigues da Silva, advogado e conselheiro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ricardo Falcão, consultor na área de elaboração, gerenciamento e avaliação de projetos, Tomaz de Aquino Resende, procurador de justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e Ivelise Calvet, Coordenadora de Entidades Sociais do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça de Brasília.
Dora Silvia Cunha Bueno, presidente da APF, observou a importância da troca de experiências na promoção do desenvolvimneto. “A força do interior precisa ser aglutinada em torno do Terceiro Setor, que não é uma ferramenta isolada, ao contrário, é importante. É necessário colocar a iniciativa privada, entidades e governo numa mesa para debater os assuntos”, afirmou.
Outro aspecto importante apontado pela presidente, é a profissionalização dos colaboradores que atuam no Terceiro Setor. “É fundamental a profissionalização dos empregados que atuam neste setor para uma prestação de contas adequada aos órgãos competentes. Para isto, é necessário que as áreas jurídica e contábil de cada entidade estejam alinhadas”.
Revide On-line