2005: Mais uma empreitada semanal

2005: Mais uma empreitada semanal

Em maio de 2005, a Revide retomou a proposta de circular em Ribeirão Preto semanalmente, periodicidade que nunca mais abandonou; em outubro, a cantora Verônica Ferriani era capa da publicação

A cantora participou de outras matérias da revista semanal e esteve na capa pela última vez na edição que encerrou 2016Pautados pela crença de que a frequência da publicação seria um diferencial importante para o mercado publicitário de Ribeirão Preto, os diretores da Revide retomaram, em 2005, o compromisso de fazer uma revista semanal. A primeira tentativa havia acontecido em 1997, seguindo até 2001, quando foi interrompida. “Identificamos, em 2005, que o país estava se fortalecendo economicamente e que valeria uma nova tentativa”, explica Isabel de Farias, diretora da publicação. Além da periodicidade, a revista ganhou, naquele momento, algumas prioridades mantidas até hoje. Entre elas, trazer informação de qualidade com base na história de pessoas intimamente ligadas a Ribeirão Preto e região, além de assuntos de interesse do público local.

Foi nesse contexto que a cantora Verônica Ferriani apareceu na capa da publicação pela primeira vez, em outubro de 2005. “Estar na capa foi uma grande surpresa. Estávamos divulgando meu primeiro show em Ribeirão Preto, que aconteceria na Recra, e a matéria certamente ajudou muito a impulsionar o evento, que foi um sucesso. A última capa que fiz, em 2016, foi outra surpresa e me alegra a atenção da revista com a cultura”, recorda Verônica.

Na primeira oportunidade, a cantora dava os primeiros passos na carreira profissional e já tinha passado por palcos importantes em diversas regiões do Brasil ao lado de Chico Saraiva. “Naquele momento, minha relação com o samba, por exemplo, era de total intimidade, o que segue até hoje, mas com maior pluralidade”, acrescenta Verônica que, desde 2013, está focada em dar voz às próprias canções. Este foi o ano de lançamento de seu primeiro disco autoral, “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”, um disco confessional sobre o amor que rodou por 13 países e mais de 100 cidades diferentes. 

Antes dele, o disco homônimo Verônica Ferriani reunia regravações de Paulinho da Viola, Cassiano, Marcos Valle, Gonzaguinha, João Donato e Assis Valente. Aquela foi a experiência da ribeirãopretana em estúdio. Faz parte dessa lista, ainda, a obra “Sobre Palavras”, com Chico Saraiva, um disco inteiro com a Gafieira de São Paulo, que venceu o Prêmio da Música Brasileira. A cantora, que é formada em Arquitetura e Urbanismo, também acumula mais de 20 faixas ou participações em discos coletivos. “Lanço, agora em setembro, meu 2º trabalho autoral, ‘Aquário’, que aborda temáticas coletivas”, adianta, destacando que o conhecimento adquirido até aqui a tornou coprodutora do trabalho, ao lado de Diogo Strausz, carioca responsável pela sonoridade do disco.

 O lançamento do novo disco acompanha a vontade da artista de trabalhar mais a estética visual associada a ele. O clipe de “Amado imortal” inaugura a sequência de músicas inéditas. “O disco completo vai ter uma versão em vídeo-álbum animado no Youtube”, continua Verônica. Além da clara influência da MPB e da Bossa Nova, baião, guitarrada, carimbó, afrobeat e rock tropicalista fazem parte da lista de ritmos que a cantora ouve e revisita. “Hoje, até o funk carioca me influencia, transformado dentro da minha linguagem”, completa a cantora.

Este ano, está recebendo o Prêmio Grão de Música, pela carreira até aqui. “Este é meu quarto prêmio. Com muito orgulho, recebi o Prêmio Profissionais da Música, em 2016, o Prêmio da Música Brasileira, em 2011, e o Prêmio Catavento, em 2009”, enumera Verônica. Com sua música, Verônica já visitou Japão, Rússia, Israel, Colômbia, Argentina, Chile, EUA, Ilhas Canárias, Espanha, Portugal e França, além de praticamente todas as capitais brasileiras e muitas cidades do interior paulista. “No entanto, confesso que adoro voltar a Ribeirão Preto, cidade que visito a cada um ou dois meses para estar juntos dos meus pais e das minhas memórias. É a paz que eu preciso”, destaca, salientando que, na sua terra natal, encontra um público muito amoroso.

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