2008: Anseios adolescentes

2008: Anseios adolescentes

Durante a temporada Revide Teen, a publicação ouviu a manifestação dos planos para o futuro de inúmeros jovens — alguns, como Pedro Oranges de Figueiredo e Gika Bacci

Sempre atenta às necessidades do mercado, a Revide investiu constantemente na diversificação das editorias que compõem o conteúdo da publicação. Acompanhando as tendências do segmento, passou a desenvolver, a partir de 2007, uma série de novidades, entre elas, os cadernos Revide Veículos, Revide Imóveis e Revide Teen. Neste último, criado para aproximar o público jovem das pautas da revista, diversos adolescentes dividiram seus projetos de futuro com os leitores.

Em março de 2008, Pedro Oranges de Figueiredo, então com 14 anos, revelou que pretendia se tornar um tenista profissional. Fazia parte do seu histórico no esporte, naquele momento, a participação em campeonatos nacionais e sul-americanos. “Há 10 anos, meu grande projeto era, de fato, continuar jogando tênis e conquistar uma bolsa atlética para estudar nos Estados Unidos”, recorda o jovem. O esporte ficou para trás, mas os planos de viver no exterior prosseguiram.

Desde janeiro de 2017, o profissional de mídias sociais mora em Nova Iorque, onde concretizou outros sonhos

Depois de uma temporada na Filadélfia, onde foi estudar em 2013, decidiu que gostaria de morar em Nova Iorque, cidade que havia conhecido em função de uma visita à amiga Lina, também ribeirãopretana. Mudou-se para a “Big Apple” em 2017, onde trabalha com mídias sociais. “Aqui é a meca da profissão, não poderia estar em outro lugar. Já passei por alguns programas de TV de um canal chamado Fuse TV, mas agora estou fazendo ‘frelance’”, afirma Pedro, que não pensa em voltar a morar no Brasil.

De Ribeirão Preto, onde seus pais moram até hoje, guarda ótimas recordações e muitas amizades. “Até 2016, costumava visitar a cidade duas vezes por ano, mas, desde janeiro de 2017, não volto para casa, mas gosto muito de reviver memórias da adolescência”, continua, saudoso do período em que encontrava os melhores amigos todos os dias na escola e que as preocupações com dinheiro e trabalho não faziam parte da sua rotina. Em Nova Iorque, aprendeu a gostar da própria companhia e conseguiu concretizar diversos sonhos. No entanto, nenhum deles se refere às quadras de tênis.

Talento que virou profissão

Em 2008 e 2009, o talento de Giovanna ao lado da banda Soul Bluesy estampou a Revide TeenPela cabeça de Giovanna Bacci, já passaram diversas profissões:  veterinária, professora de história e publicitária foram algumas ideias que considerou durante a juventude. Apesar da paixão pela música, tornar-se cantora, definitivamente, não era uma delas. “Cantava desde os três ou quatro aninhos e aprendi a tocar os primeiros instrumentos aos 11 anos. No entanto, acho que nunca tive maturidade para levar a sério a carreira de cantora”, confessa Giovanna, que participou de duas matérias da Revide Teen, a primeira em novembro de 2008 — quando venceu pela primeira vez o Sabin Rock Festival ao lado da banda Soul Bluesy — e a segunda, em setembro de 2009 — quando, mais uma vez, a banda foi destaque no festival. Nas duas oportunidades, Gika foi eleita a melhor vocalista do Sabin Rock. 

A turma formada, também, por Daniel, Gabriel, Luiz Gustavo, Carlos Gustavo e Iago, chegou a abrir o Sesc’n’Blues, mas Gika seguiu outros rumos. Integrou, também, a banda Rod of Blues, mas, como declarou, não teve maturidade para levar a música a sério. 

Há três anos decidiu inscrever-se no The Voice, programa da Rede Globo que revela novos talentos musicais. Sua voz marcante, com clara influência do rock’n’roll, vem agradando aos jurados desde o início. “Nessa edição, três cadeiras viraram para mim e, nas batalhas, fui salva por Lulu Santos. Agora chegou a hora do mata-mata, tendo como adversários muitos talentos. Apesar de saber da dificuldade, estou bastante confiante”, acrescenta Gika, que herdou a preferência musical dos pais — a mãe apresentou a ela Janis Joplin, Guns’n’Roses e Beatles, enquanto o pai era fã de Elvis e Raul Seixas. 

No The Voice em 2018, Gika Bacci vem surpreendendo jurados e público com sua voz marcante

A participação no programa já mudou a realidade da sua carreira. “Estar no The Voice trouxe reconhecimento local e nacional. Por isso, permitiu melhorar o meio de trabalho, aumentar o cachê e valorizar mais os músicos”, comemora a cantora, que tem planos de lançar, ao lado de Ben Johnson, um trabalho autoral no próximo ano. 

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