58 anos de história

58 anos de história

A Escola de Enfermagem comemora os 58 anos com palestras, mesas redondas e apresentação musical

Criada como instituição anexa a Faculdade de Medicina (FMRP), a Escola de Enfermagem (EERP) comemora os 58 anos, nesta quarta-feira (10), com muitas conquistas na área da saúde ribeirãopretana e vários projetos para o futuro. E para festejar a data, a direção organiza um dia inteiro de palestras, mesas redondas e apresentação musical, tudo relacionado com a história da unidade, da profissão de enfermeiro, legislação profissional e do mercado de trabalho.

A Escola de Enfermagem (EERP) tem investido principalmente no desenvolvimento de tecnologias educacionais e inovações das práticas pedagógicas, na melhoria da sua infraestrutura física, de materiais e recursos humanos. Para a professora e vice-diretora da EERP, Silvana Martins Mishima, o trabalho na unidade está centrado também na articulação entre a formação, currículo e mundo do trabalho, além do estabelecimento de novos pactos com instituições de saúde onde os alunos realizam atividades de ensino prático e estágios. “O aumento da visibilidade dos cursos oferecidos e das atividades realizadas para a sociedade estão sempre em destaque, assim como o estímulo aos intercâmbios internacionais. O aprofundamento de nossas conquistas no cenário da ciência brasileira e internacional contribui para o desenvolvimento e qualificação da enfermagem enquanto prática profissional, e enquanto campo técnico científico”, conta.

Os avanços da enfermagem brasileira é o esforço para a ampliação do número de profissionais da área, com consequente aumento no número de cursos universitários e de cursos técnicos para enfermagem. “Os espaços institucionais de regulação e qualificação da prática profissional têm sido alvo do olhar mais atento da categoria, o que faz com que haja uma perspectiva de maior democratização na participação dos trabalhadores de enfermagem no âmbito destas instâncias”, ressalta Silvana Mishima.

No caso das dificuldades, está à necessidade de, ao lado do aumento do número de profissionais, haver um cuidadoso processo de qualificação da prática assistencial.  Segundo Silvana Mishima, a enfermagem, enquanto prática de saúde voltada ao cuidado é vista indistintamente como exercida por qualquer profissional. “Infelizmente os pontos negativos desse trabalho são ressaltados, mostrando sempre as unidades de atendimento de emergência e a atenção primária de saúde, sem considerar aspectos como a própria formação, mas também de forma incisiva as condições de trabalho, baixos salários, dupla ou tripla jornada de trabalho a que são submetidos os trabalhadores de enfermagem”, revela a vice-diretora.

Segundo os gestores da Escola de Enfermagem, esta situação coloca tanto profissionais da área quanto a própria instituição em um movimento de reflexão sobre este caso, com apoio e acompanhamento destas ações para a qualificação de enfermagem no país.

Texto: Pâmela Silva
Fotos: João Neves

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