A importância do estágio

A importância do estágio

A oportunidade de colocar em prática o que se aprende em sala de aula tem nome: estágio

A oportunidade de colocar em prática o que se aprende em sala de aula tem nome: estágio. Voltado para estudantes de cursos de graduação e cursos técnicos, o estágio é a ponte que liga futuros profissionais às empresas e, com isso, faz com que haja uma vivência de carreira durante a universidade.

Em 2003, o número de ofertas de cursos de ensino superior era bem menor do que hoje, no entanto, a quantidade de alunos com acesso a universidade subiu em dez anos e o mercado de trabalho observou isso. De acordo com Adriel Luis Gennaro, supervisor do Centro Integrado Empresa-Escola (CIEE unidade Ribeirão Preto), o estágio é decisivo para que o estudante coloque em prática o que se aprende em aula, além de mostrar como funciona a profissão no dia a dia e exaltar o que não se vê com os professores. “Este é o momento de investir na profissão, é o principal investimento que o estudante faz durante o curso. Se o aluno tem essa visão logo de início, ele se destaca dos demais”, afirma.

Foi o que aconteceu com a estudante Jéssica Vecchi, de 22 anos. Atualmente cursando o último ano de Publicidade e Propaganda, ela conseguiu um estágio na área de publicidade e marketing através de amigos. “O estágio teve uma importância e uma força muito grande no meu amadurecimento durante esses anos de estudo”, contou Jéssica, que completou dois anos de estágio em julho. “Pude sentir e exercer tudo que aprendi, com a pressão da ‘vida real’ fora da faculdade, você já fica mais preparado para o mercado de trabalho depois que concluir o curso”, conta.

Ainda segundo a estudante, o estágio proporcionou uma visão de trabalho que a faculdade não ofereceu ao longo das aulas. Mas isso não é sinal negativo, pois o estágio serve como um complemento e uma prática profissional. “Além da experiência você fica mais confiante para encarar novos desafios e buscar novas oportunidades”, destaca.

Vivências e situações mostram que o estágio só tende a melhorar o desempenho do estudante, mas os números também não deixam mentir – 90% dos alunos que fazem estágio durante a faculdade apresentaram evolução nas aulas e melhora nas notas e argumentações em disciplinas do curso.

Aos 22 anos, Alexandre Bonilha está no último ano de Direito e iniciou a trajetória de estágio logo no início, na Secretaria dos Negócios Jurídicos de Ribeirão Preto, onde ficou por dois anos. Hoje, o estudante presta serviços a um escritório terceirizado da área cível, empresarial e de família. Só assim ele já soma quatro anos e meio estagiando na carreira. “Sinto que a minha formação é completa graças aos vários estágios que fiz, pois enquanto a Universidade oferece o ‘saber’, a prática ensina o ‘saber fazer’. É como se o estudante fosse uma ave que precisasse destas asas para alçar voo”, completa.

Para Bonilha, o estágio é um diferencial à medida que auxilia o jovem profissional a perceber os resultados de forma mais segura, prática e eficaz. “O mercado de trabalho é competitivo e não está de portas abertas para aqueles que não se esforçam para obter resultados”, diz.

É comum a solicitação de experiência para quem acabou de botar o pé no mercado de trabalho, e esse é um ponto que o supervisor do CIEE Ribeirão Preto frisa: as empresas escolhem quem fez estágio. Gennaro conta que as empresas checam o estágio como um emprego anterior. “Elas olham diferente para quem fez estágio durante a faculdade, e o que vai determinar o sucesso do profissional será a experiência que ele teve ao estagiar”, explica.

Embora o estágio não seja obrigatório em grande parte dos cursos de graduação, é possível afirmar que hoje ele prepara o estudante para a carreira escolhida e é uma opção de trabalho e renda. Todo estagiário ressalta que, não fosse a oportunidade, dificilmente entraria no mercado de trabalho – e quando entram, pouco sabem lidar com os desafios da profissão.

Segundo Flávia Neves, estudante de Fisioterapia, o estágio foi de extrema importância para a formação acadêmica e também para a atuação na prática clínica. “Não fosse o estágio, não estaria prestes a graduar”, conta a estudante de 24 anos. O curso oferece dois tipos de estágio: o observatório e o de clínica, sendo ambos obrigatórios. Flávia percebeu estar no caminho certo. “A experiência proporcionada a um universitário dessa área é de suma importância, pois é no estágio que você sente e vivencia o que fará e o que será em sua vida profissional”, conclui.

Revide Online
Texto: Fernando Belezine (Colaborador)
Fotos: Arquivo Revide e arquivo pessoal


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