A origem do Tanabata

A origem do Tanabata

Tradicional festa de origem japonesa comemorada geralmente no dia 7 de julho, o Tanabata remete a uma lenda chinesa

Conheça o Tanabata
Tradicional festa de origem japonesa comemorada geralmente no dia 7 de julho, o Tanabata remete a uma lenda chinesa sobre um casal, separado pela Via – Láctea, que só podia se encontrar uma vez por ano, nessa data. As pessoas acreditam que escrevendo bilhetes com desejos ou poemas em papeis coloridos esse casal – transformado em estrelas – realiza os pedidos.
O Tanabata Matsuri ou Festa das Estrelas e sua lenda têm origens em um festival chinês chamado kikkoden, que chegou ao país no período Heian (794-1185). Essa comemoração se popularizou quando  Date Mesamune – rei do norte do Japão – promoveu em Sendai uma festa para as mulheres e crianças, onde recebiam o Deus da água na sua oficina de tear e passavam a noite tecendo. No dia seguinte, o tecido pronto era oferecido ao Deus como agradecimento. Essas mulheres eram chamadas de tanabatatsume (tecelã).  O tanabata passou a ser comemorado todos os dias e, embora tenha tido seu recesso durante as guerras, após o conflito mundial ele foi fundamental para reanimar a esperança do povo japonês.
Uma das tradições do evento é enfeitar os ramos dos bambus com centenas de dobraduras (origamis) e pendurar papeis coloridos (tanzaku) com desejos ou poemas.
As cores do tanzaku tem diferentes significados:
-Amarelo = dinheiro
-Azul = proteção dos céus
-Branco = paz
-Rosa = amor
-Verde = esperança
-Vermelho = paixão

A lenda de Tanabata
Próximo à Via - Láctea morava uma princesa chama Orihime, uma tecelã celestial que passava seus dias tecendo roupas para os deuses. Certa vez seu pai, o Senhor Celestial, lhe permitiu aproveitar o dia para passear e enquanto andava pelo céu a princesa conheceu o pastor Kengyu e imediatamente se apaixonaram. Querendo estar sempre com o amado, a tecelã deixou de cumprir seus deveres enfurecendo o Senhor Celestial. Como castigo, tiveram de morar em lados opostos da Via – Láctea sendo transformados nas duas estrelas Altair e Vega.
Arrasada, Orihime chorava todos os dias e acabou comovendo as outras divindades que, querendo ajudá-la, convenceram o Imperador Celestial a reconsiderar a pena imposta ao jovem casal. Comovido, o Imperador permitiu que Kengyu e a princesa se encontrassem, anualmente, no sétimo dia do sétimo mês. Todo ano, então, uma ponte de pássaros celestiais era construída para que o pastor e a tecelã pudessem se reencontrar.

Tanabata no mundo
Em São Paulo, o festival é organizado pela Associação Miyagi Kenjinkai do Brasil há quase 30 anos, sempre na Rua Galvão Bueno e na Rua dos Estudantes, no Bairro da Liberdade. Com decoração e comidas típicas, o evento oferece também atrações musicais e desfiles de misses.

Em Sendai, distrito de Miyagi, ocorre do dia 6 ao dia 8 de agosto. As famílias locais erguem postes de bambu decorados com tiras de papel colorido (os tanzaku) e as decorações mais elaboradas são colocadas ao longo das ruas do comércio. Na véspera do festival, são montadas mais de 10 mil peças de fogos de artifício.

Na Disneylândia de Tókio, adultos e crianças ficam horas na fila para tirar foto em frente à árvore dos desejos, que fica logo na entrada da Disney.  Ao invés de oferecer papeis coloridos para as pessoas deixarem seus pedidos nos bambus, a Disneylândia criou tanzaku em formato do Mickey Mouse.

Tanabata em Ribeirão
Devido à grande concentração de imigrantes japoneses e seus descendentes, a festa virou tradição em Ribeirão Preto. Realizada desde 1994, fortalece o conhecimento sobre a cultura japonesa,  estimula a formação de uma sociedade Nipo-Brasileira e promove manifestações artísticas.
Com danças folclóricas, artes marciais, tambores japoneses (taiko), karaokê, artes plásticas,  arranjos florais e cultivo de Bonsai (árvores em miniatura), o evento demonstra todo o encanto da cultura japonesa e transmite aos ribeiraopretanos os ensinamentos de um povo discreto e disciplinado.
Quase todos da comissão organizadora são imigrantes japoneses, como Massaro Fugiy – presidente da Sociedade Cultural Japonesa e Kaoro Okino, Presidente da Associação Nipo Brasileira. Para Massaro Fugiy , o Tanabata resgata a riqueza cultural trazida por seu povo para Ribeirão e região e transmitida de geração para geração.
O festival conta com o apoio da Secretaria Municipal da Cultura, Sociedade Cultural Japonesa, Associação Nipo Brasileira e com o apoio do Templo Budista Tohoku Nambei Honganji.

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