A qualidade da vida urbana
Na última sexta-feira, 9 de março, a ACIRP e Fundace divulgaram a 2ª fase da Pesquisa de Qualidade de Vida em Ribeirão Preto
Na última sexta-feira, 9 de março, a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) e a Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), divulgaram a 2ª fase da Pesquisa de Qualidade de Vida em Ribeirão Preto.
Foram 359 entrevistados de todas as idades, que responderam perguntas em relação a transporte, a educação, a infraestrutura, a cultura, a política, entre outros assuntos.
Segundo o economista Fred Guimarães, o objetivo da pesquisa é conhecer a necessidade da população ribeirãopretana. “A pesquisa tem o intuito de mostrar como a população vê os acontecimentos da cidade e, a partir desses resultados, melhorar a atuação do serviço público”, comenta.
A pesquisa mostra que 64,2% da população se declara branca, 11,4% negra, 18,6% parda 4,2% amarela e 1,6% indígena. Os dados mostram que a percepção da população, entre 2010 e 2011, teve poucas alterações. Serviços como estabilidade da rede elétrica, abastecimento de água, iluminação pública, saúde, transporte, educação, partipação em atividades culturais e esportivas tiveram alta relativa na nota média, que variou de 5,93 para 7,84. Esse resultado aponta que, segundo os moradores da cidade, esses serviços estão deteriorando com o passar dos anos.
Já em serviços como segurança pública e limpeza de ruas e avenidas os resultados são positivos, com aumento de 43% em relação a 2010 que obteve máxima de 36%.
“Os dois serviços precisam de melhorias, porém o resultado da pesquisa destaca a satisfação da população principalmente com as obras antienchentes”, ressalta Fred.
Quando perguntados sobre o nível de confiança da população em algumas instituições, destacaram-se os bombeiros com alta de 61%, correios com 47%, imprensa escrita e televisiva que aumentou 35% e ACIRP com alta de 21%, esse aumento mostra a satisfação dos moradores da cidade.
Já os serviços prestados pelo Ministério Público (-13%), Poder Judiciário (-15%), Prefeitura (- 11%) e Câmara Municipal (-8%) foram os mais criticados pelos munícipes.
Para Fred Guimarães o conhecimento social e cultural da população influencia diretamente na pesquisa. “A população não está satisfeita com o poder público, mas precisamos saber se essas pessoas conhecem de fato o trabalho dessas competências”, explica.
Para os moradores, a expectativa em relação ao crescimento de Ribeirão Preto caiu consideravelmente. Em 2010, 49% dos entrevistados acreditavam que a cidade melhoraria nos próximos anos, em 2011 o resultado caiu para 43%.
“A pesquisa foi realizada em 2011, ano pré-eleição, e isso tem grande influência nos resultados. É importante ressaltar que as variações não são materiais, pois as estatísticas estão tendendo à estabilidade”, frisa o economista.
A pesquisa é inspirada em projetos desenvolvidos em outros grandes centros no Brasil e no mundo, que apresenta a percepção da população sobre a qualidade de vida na cidade, bem como sua avaliação dos serviços públicos e sua confiança nas instituições.
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Texto: Pâmela Silva
Fotos: Divulgação