A rede do trabalho

A rede do trabalho

Além da mudança em bases operacionais das indústrias as novas tecnologias estão presentes na apresentação e distribuição de vagas

O desenvolvimento de novas tecnologias da informação e comunicação possibilitou várias mudanças no mercado de trabalho e em alguns hábitos da sociedade.  O antigo modelo de produção em série vem sendo substituído por um modelo de empresa mais flexível, automatizada e que tem como uma de suas bases as novas tecnologias.

Esse processo de mudança pode ser visto principalmente nos países desenvolvidos, porém já vem trazendo diversas consequências ao mercado de trabalho no Brasil. Com isso, os trabalhadores precisam estar em constante atualização para acompanhar o ritmo do mercado, que, cada vez mais, aumenta sua exigência.

“É notório perceber hoje como as novas tecnologias possuem influência direta no mercado de trabalho. As empresas estão cada vez mais se “conectando”, seja via redes sociais ou aparelhos móveis. Vejo então que as novas tecnologias influenciam o modelo de se fazer negócios, integrando funcionários, áreas, setores e departamentos. E ainda mais, estão integrando as empresas, viabilizando parcerias e negócios em conjunto”, comenta o coaching  Marco Meda.

O aumento da importância do processo eletrônico trouxe algumas alterações relacionadas ao mercado de trabalho, entre elas, o número de trabalhadores com atividades operacionais que diminue devido à robotização e o surgimento das vagas destinadas a profissionais responsáveis pela coordenação desses produtos.

Com a necessidade de o profissional buscar atualização e treinamento, a qualificação é o ponto chave para garantir a inserção das pessoas no mercado de trabalho.

“Basta conversar com os RHs das empresas e percebemos carência de profissionais qualificados, preparados, treinados e com experiência prática. Existem vagas abertas em nossa região pela falta de pessoal qualificado. Acredito sim que a qualificação dos trabalhadores facilita muito a sua inserção no mercado. O que acontece é que as exigências das empresas aumentam a cada dia, e os trabalhadores não estão se qualificando a altura destas exigências o que pode gerar neste caso o desemprego. Eu sempre digo aos meus alunos e clientes: ‘sempre há espaço e mercado de trabalho para quem se qualifica´. Treinamento é investimento certo’”, frisa Meda.

Marco acrescenta que os setores que utilizam as novas tecnologias estão em alta. “O profissional que deseja preencher estas novas ocupações nas áreas de tecnologia da informação, deve estar preparado para atuar em um mercado ágil, extremamente dinâmico, onde tudo acontece ao mesmo tempo”, aponta.

Currículo online
As novidades tecnológicas vão além das máquinas e bases operacionais, muitas empresas buscam em redes sociais candidatos para diversas vagas.  De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas cerca de 91% dos recrutadores de vagas no mercado de trabalho analisam os perfis dos candidatos na web, e 47% conferem as redes sociais ainda na análise do currículo.

“As novas tecnologias estão influenciando diretamente os RHs das empresas no mercado de trabalho, uma vez que o comportamento do funcionário pode ser comprovado por meio das redes sociais. Ou seja, as empresas pesquisam seus funcionários para saberem o que anda fazendo fora do ambiente profissional. E quando falamos em novas contratações, já se tornou comum, os head hunters (pessoal que ‘garimpa’ funcionários para as empresas) pesquisarem a respeito do candidato a vaga nas redes sociais”, revela Meda.

Segundo o diretor de atendimento Vinícius Melo, as novas tecnologias proporcionam maior entrosamento entre empresa e funcionário, uma vez que ambos estão veiculados às redes sociais.

“É mais válido para o empregador do que para o empregado. Na hora da escolha de um candidato para uma vaga ele sabe exatamente o perfil de pessoa que ele quer e é possível analisar o perfil através das redes sociais. No caso do empregado, é válido por que ele pode ser encontrado mais facilmente através das redes, como se fosse uma grande vitrine. Hoje existem redes de relacionamentos profissionais, a mais famosa delas é o Linkedin, onde dizem que no futuro empresas e pessoas não utilizarão mais currículos, vão utilizar as redes profissionais para encontrar candidatos”, ressalta Vinicius.

Dessa forma tanto quem já está inserido quanto aquele que entrará no mercado de trabalho deve estar atento ao que publica na internet.

Vinícius alerta que os maus hábitos na internet podem prejudicar a imagem tanto pessoal quanto profissional do usuário. “O comportamento inadequado nas redes sociais pode sim prejudicar a imagem da pessoa tanto no profissional quanto no pessoal, uma vez que aquele espaço é similar ao de um evento ou de um local onde as pessoas estão te observando. Empresas analisam o perfil destas pessoas nas redes sociais antes de contratá-las, e isso tem se tornado comum pelo fácil acesso as informações”, conclui.

Dez dicas para permanecer online e garantir o emprego

1 - Se comportar adequadamente a cada assunto discutido
2 - Não entrar em polêmicas dos assuntos ligados a religião, time de futebol e política
3 - Não mentir para o seu chefe dizendo que vai para o hospital ou ao enterro e 5 minutos depois aparece fazendo checkin na choperia e compartilhando no Facebook
4 - Ser honesto no ambiente online tanto quanto offline
5 - Estar atento: não existe 'mundo virtual', quando o assunto é trabalho. Tudo que fizer de errado na web terá reflexo na 'vida real'
6 - Em ambiente de trabalho, use ferramentas de comunicação instantânea e redes sociais somente se for permitido pela política da empresa
7 - Cuidado com exposição, principalmente em fotos pessoais
8 - Fique atento aos contatos. Adicione à sua lista de amigos apenas pessoas que você conheça
9 - Tenha bom senso com comentários, comunidades e imagens
10- Lembre-se que educação cabe em todo lugar!

Revide Online
Texto: Pâmela Silva
Fotos: Julio Sian e Carolina Alves

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