A Volta do café

A Volta do café

Pesquisa indica que o solo e o clima da região de Jaboticabal são favoráveis à retomada da produção cafeeira

Estudo desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal apontam a viabilidade da cultura do café, gerando fonte de emprego e renda na região. Sob orientação do professor Leandro Borges Lemos, os integrantes do Grupo de Pesquisa Sustentabilidade em Sistemas Agrícolas (Sagris) vem desenvolvendo desde 2012 um projeto de pesquisa com a cultura. O experimento foi instalado em 2013 utilizando 17 cultivares de baixo porte.

De acordo com as medições das três primeiras safras realizadas — 2015, 2016 e 2017 —, as plantações mais produtivas foram de IAC Ouro Amarelo, que resultou em 40 a 50 sacas de 60 kg de café beneficiado por hectare, e de IPR 100, que rendeu 50 sacas por hectare. “Proveniente do Instituto Agronômico do Paraná, essa cultivar apresenta tolerância à seca e a temperaturas mais quentes, bem como resistência a nematoides como Meloidogyne paranaensis e alguns do gênero Meloidogyne incógnita”, ressalta Leandro.

“Trabalhamos com cultivares com maior resistência a nematoides e à seca”, antecipa Leandro

De acordo com o professor, a varietal é adequada para a região de Jaboticabal, onde a temperatura do ar é um pouco quente para o adequado desenvolvimento do café arábica. Além disso, o sistema de produção adotado na pesquisa é o irrigado por gotejamento. “No entanto, é necessária a continuidade do trabalho por mais alguns anos para ampliar a confiabilidade dos resultados”, avalia o professor. 

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