Adeus sacolinhas

Adeus sacolinhas

Intuito da campanha é retirar a opção descartável dos estabelecimentos

A partir de hoje passa a valer a campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco” idealizada pela APAS (Associação Paulista de Supermercados). O projeto visa a conscientização pela substituição das sacolas descartáveis por sacolas reutilizáveis, para assim, futuramente, decretar o fim da cultura do descarte das sacolas no meio ambiente.

O vendedor André Luiz Marques Silva, perguntado sobre a campanha enquanto realizava as suas compras, diz que não vê nenhuma dificuldade em substituir as sacolas plásticas. “Tem que acabar [com as sacolas plásticas], acho uma boa iniciativa. Não vejo mais nenhuma utilidade para elas. Não há necessidade de usá-las quando há outras opções”.

As sacolas reutilizáveis têm um valor pela adesão, elas custam hoje em torno de R$ 2 a R$ 6, perguntado sobre o fato de os clientes terem de pagar por elas o empresário e diretor regional da APAS Tiago Albanezi, diz que há outras opções, que também são sustentáveis, além das ecobags. “Por incentivarmos o uso das sacolas reutilizáveis e alguns estabelecimentos já disponibilizarem caixas de papelão, cestos e carrinhos de feira, sentimos que não haverá nenhuma dificuldade na adesão da campanha por parte dos clientes. Alguns estabelecimentos já dão a opção da sacola biodegradável compostável - que é à base de amidos (de milho, mandioca ou batata) - que leva 180 dias para se decompor no meio ambiente. Isso, em comparação com as sacolas a base de petróleo, que leva 400 anos para decompor, é uma boa solução” explica Albanezi.

André Luiz diz não ver problema algum em ter de comprar sacolas que durem mais em favor do meio ambiente. “Temos visto animais, como peixes, morrendo por terem ingerido sacolas plásticas. E isso, no meu ponto de vista, não pode mais acontecer. Pelo que percebi, os supermercados já estão até abaixando os valores das sacolas reutilizáveis”, diz.

A campanha visa uma redução no número de sacolas plásticas em circulação e mobilizou o Estado de São Paulo em um bem comum. Segundo Tiago, o foco dessa campanha é manter a opção descartável fora dos supermercados. Albanezi aponta que, em Ribeirão Preto, pode ser contabilizado anualmente um valor que chega a 66 sacolas per capitas, esse valor aproximadamente. “Isso dá uma quantidade de 40 milhões de sacolas por ano. Reduziremos, com a campanha, para dois milhões de sacolas”, e completa. “Estimamos que 200 lojas, de varejões a hipermercados, estejam participando dessa campanha. Isso dá um total de 95% de adesão”, contabilza.

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Texto: Bruno Silva
Fotos: Arquivo e Divulgação

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