Adubação verde
O rendimento de matéria seca por hectare gira em torno de 17 toneladas, tornando a leguminosa uma ótima opção para alimentar o gado em épocas de estiagem
Desenvolvida pela Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos, a forrageira Guandu BRS Mandarim possui alto potencial para alimentação animal e adubação verde. Indicada para cultivo de forma consorciada a outros cereais, pecuária de leite e corte ou em áreas de renovação de cana apresenta boa tolerância à seca e baixo custo de implantação. Com formação de até 120 dias, permite cortes periódicos, elevando a vida útil da planta em dois ou três anos.
O rendimento de matéria seca por hectare, anualmente, gira em torno de 17 toneladas, tornando a leguminosa uma ótima opção para alimentar o gado em épocas de estiagem. Considerado altamente produtivo, o Mandarim é cerca de 10% superior à variedade de guandu mais usada no Brasil. Isso porque fixa melhor o nitrogênio ao solo, tornando o sistema mais eficiente e sustentável.
Rodolfo Godoy, pesquisador da Embrapa Sudeste, explica que a forrageira também é uma ótima alternativa para quem investe em criação de gado ou ovinocultura no sistema integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Outro diferencial desta variedade, segundo ele, é alto teor proteico, tanto nos grãos quanto na forragem, contendo aproximadamente 20% de proteína.