Adubação verde
Cultivado de forma consorciada à Brachiaria, o feijão Guandu melhora significativamente o ganho de peso dos animais
Uma tecnologia desenvolvida para recuperar o pasto degradado de Brachiaria usa o feijão Guandu de forma consorciada, melhorando a qualidade da vegetação, o desempenho do animal e a rentabilidade dos sistemas de produção. Leguminosa com alto potencial produtivo de massa de forragem, o Guandu serve como alimento e como adubação verde. Dessa maneira, contribui para acrescentar nitrogênio nas áreas de pastagens, elevando a fertilidade do solo.
Coordenado pela pesquisadora Patrícia Perondi Anchão Oliveira, do setor de Pastagens e Forragicultura da Embrapa Pecuária Sudeste em São Carlos, o estudo apresenta resultados importantes. O plantio da forrageira deve ser feito com espaçamento entre 0,4 m a 1,20 m,totalizando cerca de dez plantas por metro, e semeadura em torno de 30 kg por hectare, preferencialmente, no período das águas.
Colocados em pastejo contínuo, enquanto o Guandu é jovem, o animal prefere a Brachiaria. Já na seca, quando a planta floresce e forma frutos, ele prefere as folhas maduras e as vagens. O plantio inicial rende até três ciclos da planta. Patrícia aponta que os animais testados ganharam peso rapidamente se comparado aos sistemas tradicionais. Com o Guandu, em 334 dias de pastejo, as medições saltaram de 306,2 kg para 474,6 kg no primeiro ano, e de 244,1 kg para 660,8 kg em 460 dias no segundo.
Foto: Danilo Monteiro