Afinada com as exigências do mercado
Alinhada com os padrões mundiais da John Deere e reunindo o que há de mais atual em tecnologia, a Colorado Máquinas inaugura as novas instalações da matriz
Apesar de ter pouco mais de uma década, a Colorado Máquinas atua no mercado como concessionária autorizada a difundir uma tradição que se fortalece há 176 anos: os produtos e serviços John Deere. Baseado na necessidade de expansão dos negócios e, em especial, do mercado agrícola, o Grupo Colorado inaugura nova matriz, em Ribeirão Preto, no dia 30 de abril, às 19h30. A loja está localizada na marginal sul da Rodovia Anhanguera, km 313 + 120m, no sentido Ribeirão Preto / São Paulo.
Contando com dez lojas distribuídas pelo Estado para garantir o pronto atendimento em mais de 80 municípios, a empresa trabalha com um modelo integrado de instalações, orientado pela centralização de recursos. Assim esclareceu o executivo da Colorado Máquinas, Douglas Montefeltro. Posicionada estrategicamente em relação às filiais, a matriz garante total cobertura à rede e contempla o modelo de atualizações da John Deere no que diz respeito ao papel do concessionário e ao planejamento estratégico de longo prazo. “Internamente, as novas instalações correspondem às diretrizes da empresa. Já externamente, seu papel está correlacionado aos clientes, fornecedores e demais parceiros de negócios, pois contempla facilidades quanto à melhor apresentação do produto, ao acesso às oficinas e ao fornecimento de peças originais de reposição. As instalações correspondem às necessidades da Colorado, segmentada por tipo de cultura e de atividade do cliente”, afirma. Douglas destaca, ainda, que as próprias diretrizes da empresa quanto à gestão do relacionamento com o cliente fundamentam e justificam o projeto de instalação da nova matriz.
A ordem é disponibilizar a fornecedores e clientes uma área que permita o atendimento personalizado para cada área de trabalho. “Além disso, a loja se destaca pelo projeto inovador e em total harmonia com o meio ambiente. Para corresponder às expectativas desse segmento, escolhemos uma área localizada em frente a uma das rodovias mais movimentadas do Estado, com acesso privilegiado”, ressalta o diretor.
O diretor de marketing e de vendas, José Coelho, explica que a mudança da matriz deu-se também em função das limitações de operação dentro do perímetro urbano. “Há uma série de restrições em relação à mobilidade. Estamos nos mudando para uma instalação moderna, dentro dos mais rigorosos padrões de controle ambiental, segurança e ergonomia — uma instalação digna de qualquer um dos mercados de atuação da John Deere em nível mundial”, enfatiza José Coelho.
Devido ao crescimento da empresa e ao desafio de gerir um grupo empresarial tão grande, a Colorado Máquinas está passando por uma grande reestruturação organizacional no sentido de profissionalizar a gestão. “Além dos tratores e máquinas agrícolas, será dedicado um foco especial a implementos, soluções para irrigação, fertirrigação e cultivos protegidos. As novidades não param por aí”, destaca Coelho. Essas alterações acarretam uma série de compromissos, que começam com o planejamento estratégico. A operação de trabalho está segmentada em quatro grupos: cana-de-açúcar; grãos & fruticultura; silvicultura & pastagens e outras culturas. Independente de onde estejam sediados consultor e cliente, os agricultores serão atendidos somente por profissionais especializados na cultura com a qual trabalha. “Nossos programas de relacionamento com clientes têm exatamente o formato com que a John Deere se organiza na América Latina, ou seja, por meio da segmentação de culturas”, esclarece Coelho.
O bom funcionamento da empresa é garantido pelo sistema de gestão compartilhada. Ela é dividida em dois núcleos: marketing, vendas e relações institucionais, formada pela diretoria executiva, de responsabilidade de Coelho, e de operação, dirigida por Douglas. Elas atuam de forma interativa e sinérgica.
Em todas as filiais, cada cultura possui uma gerência e homens de campo direcionados, chamados de Consultores Estratégicos de Negócios (CEN). “Nenhum de nós é um vendedor de máquinas. Oferecemos soluções em mecanização agrícola”, explica Coelho, acrescentando que a agricultura de precisão permite, por meio de GPS, de sistemas integrados, de transmissão de dados e da internet, fazer um gerenciamento de cada m² da propriedade. São máquinas inteligentes, várias até com piloto automático. Por meio de um microprocessador, que utiliza sinais satélite para definição do posicionamento dos conjuntos na propriedade, uma máquina pode até plantar e colher sem a interferência do operador, inclusive no período noturno. Dessa forma, o benefício é uma operação mais produtiva, eficiente e rentável para os agricultores clientes JD. Segundo o diretor de marketing e vendas, o primeiro diferencial dos produtos comercializados pela Colorado vem da própria genética da John Deere, de primeira qualidade e alto teor tecnológico, incluindo máquinas que tornam o trabalho do homem no campo mais eficiente, confortável e seguro. A função da Colorado Máquinas é fazer com que os equipamentos mantenham as mesmas características em sua vida útil. “Nosso papel não termina na venda, ao contrário, o mesmo começa na transação comercial”, ressalta.
Coelho afirma, ainda, que, no pós-venda, tão importante quanto a tecnologia e a produtividade é a proatividade do concessionário, que precisa trabalhar a manutenção preventiva e até preditiva, como a utilizada no segmento de aviação. “No caso de máquinas de elevado valor agregado e alta performance, não esperamos um determinado item ou componente vital quebrar, já o subsituímos após determinado número de horas de uso, evitando sua quebra que, certamente, impactaria em danos sérios”, explica. Esse nível de atuação é possível graças ao investimento em recursos humanos e em ferramental moderno. “O aperfeiçoamento e a tecnologia permitem colocar em prática uma etapa importante pós-venda: diagnosticar uma falha tão logo ela aconteça”, acrescenta. O que antes era feito por tentativa e erro, é realizado, hoje, por meio de ferramentas de diagnóstico (notebooks e softwares) que, uma vez conectadas ao motor e/ou outros componentes, escaneiam todas as funções, apontam o problema e a solução, um tipo de atuação que requer investimentos também em comunicação.
Outro diferencial da Colorado Máquinas apontado por Coelho é o pronto atendimento ao agricultor, afinal, a máquina quebra quando está em uso, em momentos importantes que podem refletir nos resultados, seja durante o preparo de solo, plantio ou a colheita. “Temos uma organização capaz de atendê-los aos sábados, domingos e feriados, através de plantões, principalmente no caso da lavoura canavieira, que nos coloca a postos por sete ou oito meses do ano”, afirma. Para se ter uma ideia, a maioria dos tratores que atuam no segmento de grãos operam de 800 a 1.200 horas por ano e as colheitadeiras de grãos, dificilmente ultrapassam 350 a 400 horas por safra.
No caso da cana de açúcar, os tratores operam entre 3.500 a 5.000 horas, enquanto as colhedoras trabalham cerca de 4.000 horas por safra, ou seja, em três turnos de oito horas, recebendo três diferentes operadores por dia.
Douglas acrescenta que as conquistas da empresa se devem ao compartilhamento da Colorado Máquinas com o modelo de excelência (Classe Mundial), da John Deere, através de um programa de gestão de pessoas baseado em processos, ferramentas e avançados conceitos globais de gestão, com o apoio das melhores instituições acadêmicas, com a sólida retaguarda dos controladores do Grupo Colorado.
Com 243 colaboradores diretos e cerca de 850 indiretos, a filosofia da empresa na gestão de pessoas consiste em identificar, através de um inventário de conhecimentos relacionados às atividades de cada um, quais são as necessidades de treinamento e de desenvolvimento. “O viés técnico e o viés comercial estão correlacionados com as habilidades indicadas para a gestão de cada função. Os treinamentos de gerentes, supervisores e líderes são apoiados em teorias e ferramentas disponíveis e atualizadas do mercado”, afirma Douglas.
Com o centro de distribuição de peças localizado em Orlândia, cidade equidistante das demais filiais e da matriz, e um eficiente sistema de logística integrada, é possível oferecer melhor atendimento e proporcionar um aumento no giro do estoque, que constantemente se renova, levando em conta a popularidade e a sazonalidade de cada item. “Esse planejamento é uma inovação da Colorado na rede John Deere e a nossa experiência de quase dois anos demonstra que acertamos. Em cada filial, temos estoque correspondente aos equipamentos de cada localidade, e a demanda dos itens históricos para cada frota, distribuída de acordo com a cultura do local”, conta o diretor de marketing e vendas.
Coelho afirma, também, que são sobre os mesmos pilares de sustentação das diretrizes da fábrica que se baseia a filosofia do Grupo Colorado: a qualidade, a inovação, o compromisso e a integridade nos negócios. “A tecnologia só faz sentido se for economicamente viável e ambientalmente correta, sem deixar de ser socialmente justa. São esses valores que nós representamos no mercado”, conclui.
Prova disso é o Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça, responsável pelas ações sociais do Grupo, com atuação em Orlândia, Miguelópolis Guaíra. Sem fins lucrativos, a entidade já assistiu cinco mil jovens e crianças, propiciando desenvolvimento cultural, educacional, esportivo, ambiental, social e de economia criativa no nordeste paulista, em parceria com o poder público, a iniciativa privada e organizações do Terceiro Setor..jpg)
José Luís Coelho:
o engenheiro agrônomo é formado pela ESALQ/USP, com mestrado em Engenharia Agrícola (UNICAMP) e MBA em Gestão Empresarial (UFRGS). Atua há 28 anos no mercado de mecanização e máquinas agrícolas, 12 deles dedicados à John Deere, especialmente nas áreas de Marketing e Vendas.
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Douglas Montefeltro:
o engenheiro mecânico formado pela UFU soma quase quatro décadas dedicadas aos trabalhos especializados e à gestão em concessionárias de máquinas de construção e agrícolas. Montefeltro tem MBA em Administração pela Fundace e em Desenvolvimento Executivo pela Fundação Dom Cabral.
Texto: Carla Mimessi
Fotos: Carolina Alves e arquivo