Agora deu branco
Se sua preferência é por um “branquinho”, seja básico ou de luxo, não se acanhe. Afinal, ele tem seu charme
Afinal, ter um carro branco é bom ou ruim? A resposta é uma só: nem tão bom que não possa ser ruim, nem tão ruim que não possa ser bom. A Revide pesquisou os prós e os contras do veículo branco em sete grandes concessionárias da cidade (Audi One, Citroën Indepéndance, Eurobike, Itacuã, Jidai-Nissan, Orleans-Peugeot e Stecar). Se sua preferência é por um “branquinho”, seja básico ou de luxo, não se acanhe. Afinal, ele tem seu charme.
Pelos dados fornecidos, a Itacuã é a que mais vende modelos brancos, cerca de 240 unidades por ano. Nas demais, os números variam entre 10 e 30 carros anualmente. Entre as principais vantagens listadas pelos entrevistados estão o custo (mais barato por se tratar de uma pintura sólida), a esportividade e a visibilidade no trânsito. Já entre as desvantagens, aparecem a dificuldade de revenda (pela associação a veículos de frota) e o fato de ser uma cor chamativa.
A questão da limpeza aparece tanto como benefício - já que alguns afirmam que o veículo permanece limpo por mais tempo - quanto um malefício - outros garantem que a terra vermelha da região exige cuidados mais freqüentes. Na opinião de Marcelo Bekcivanyi, gerente de vendas da Stecar, não existem vantagens ou desvantagens da cor branca, tudo não passa de uma questão de gosto na hora da compra. “Não vendemos carros brancos em 2007 e, em 2008, só tivemos um pedido, de um PT Cruiser branco. Como a procura é baixa, as importadoras trazem carros pretos e pratas, para não correrem risco de estoque elevado. Mas quando o cliente pede, encomendamos. O prazo de entrega é, em média, de 120 dias”, explica Bekcivanyi.
Mais vendidos
Na Citroën Indepéndance, o modelo mais vendido nessa cor é o C3. Para o diretor Eduardo Wadhy Rebehy, desde que a pessoa goste, não há com que se preocupar, afinal cor é uma questão de gosto.
É como pensa o vendedor Gilson Sarmento Cavalcanti, dono de um C3 EXCL 1.6 16V. Ele já foi proprietário de uma caminhonete S-10 branca e não descarta a possibilidade de adquirir outro modelo da mesma cor. “É uma cor que se destaca entre as outras. Os comentários existem, mas como já é o segundo modelo que adquiro, não tenho nenhum problema com as críticas”, afirma Cavalcanti.
Da Volkswagen, os modelos brancos mais vendidos são Gol, Saveiro e Kombi. Na opinião do supervisor de vendas da Itacuã, Newton Ceschin Junior, o fato da cor sólida não ter custo adicional na hora da compra contribui para que as empresas a utilizem para padronizar a frota. “Além disso, a cor branca é facilmente visualizada no trânsito das cidades e também nas estradas. Para a nossa região, que é bem quente, outra vantagem é que a cor não retém tanto calor”, acrescenta.
Com maior aceitação no exterior, segundo o gerente de vendas Rafael Peres, o Peugeot branco tem seus admiradores no Brasil. As irmãs Luciana e Gabriela Zillmer têm um 206 Sensation 1.4, o mais vendido pela concessionária nessa cor. A escolha foi de Luciana, que já teve outros dois veículos brancos. “Adoro branco para tudo, de roupas e acessórios, até carros. Além de tornar o veículo mais barato, é uma cor bonita que nunca me deu problema na hora da revenda”, afirma.
Para Gabriela, cores claras são mais indicadas para climas quentes como o da região de Ribeirão Preto. “Trabalho em uma seguradora e percebo que as pessoas estão deixando o preto de lado para fugir do calor. Além disso, riscos e amassados aparecem menos no branco. É necessário lavar o veículo pelo menos uma vez por semana, é verdade, mas não gastamos mais para encerar e lustrar”, complementa Gabriela.
Esportivos
Newton Junior e Evaldo Gomes Carvalho, da Jidai-Nissan, gostam do branco especialmente em veículos esportivos por acreditar que a cor valoriza o design. “Equipados com acessórios exclusivos, os detalhes ganham destaque”, argumenta Junior.
O supervisor comercial da Eurobike, Guilherme Gonçalves Passalacqua, confirma essa preferência. BMW, Land Rover, Volvo e Porsche são constantemente vendidos na cor branca. “Acredito em uma igualdade de vendas dentro e fora do país, mas no Brasil muitos compradores optam pelo branco na hora de escolher um veículo de luxo. Logo teremos um Volvo C30 e uma Cayenne test drive brancos”, justifica.
Ricardo Alexandre Caires de Almeida, gerente comercial da Audi One, diz que, apesar da aceitação da cor ser maior no exterior, a concessionária já trouxe modelos Q7, TT e A3 Sportback brancos. “Carros brancos no segmento Premium são mais exclusivos, por isso, representam no máximo 5% das vendas. Tenho uma revista alemã com todas as linhas de carro da Audi em branco. Eles estão na moda”, ressalta.
Texto: Yara Racy
*Matéria resgatada da edição 418 nº 36 dia 5 de setembro de 2008.