Ainda é dia de Rock

Ainda é dia de Rock

Dia Mundial do Rock é celebrado desde 1985

Há quem diga que o Rock está decadente e até quem afirma que o gênero já morreu. O próprio Raul Seixas, um dos maiores roqueiros brasileiros, em sua última entrevista afirmou que o Rock ‘n’ Roll morreu em 1959 e finalizou dizendo que o que existe é apenas um reflexo de uma cultura. Mas muita gente desmente a teoria de Raulzito e prova por “A mais B” que o gênero está mais vivo do que nunca.

“O rock não está decadente. É mais provável que não esteja dando lucro”, analisa José Sales, vocalista e guitarrista da banda ribeirãopretana Chavala Talhada.

Na opinião do músico Cleber Tiossi o Rock não tem o compromisso de trazer a verdade sobre nada,  para ele o estilo traz apenas diversão. Guitarrista da banda BeetlesOne, ele acredita que se as pessoas pensarem no Rock como um movimento dos anos 50 ele já está morto e enterrado há muito tempo. “Mas, se pensarmos no rock como parte da essência do ser humano, podemos dizer que ele só vai morrer quando o sexo deixar de existir”, brinca o guitarrista.

Para responder à pergunta “O que significa o Rock ‘n’ Roll pra você?”, Régis Martins, vocalista da banda Motormama diz que gosta sempre de parafrasear um trecho da música Rock ‘n’ Roll do Velvet Underground: “You know her life was saved by rock ‘n’ roll” [“Você sabe que a vida dela foi salva pelo Rock ‘n’ Roll”]. “É verdade. Minha vida foi salva pelo rock e não imagino um mundo sem Beatles, Led Zeppelin, Velvet Underground, Mutantes, Secos & Molhados ou The Clash”, aponta o vocalista. 

Régis Martins, além de músico é jornalista e lembra que a história de que o rock está morto é muito antiga. Ele lembra a história de quando os Beatles foram tentar um contrato com a gravadora Decca, e eles ouviram que fazer músicas com guitarras era algo completamente fora de moda. E todos sabem o desfecho desta história. “Acho que o rock como clichê realmente está morto. Foi criado há mais de 60 anos, então não pode ser tratado apenas como trilha sonora para puberdade”, ressalta. 

Régis cita ainda Neil Young, Lou Reed e Paul McCartney como prova de que o rock envelheceu com dignidade e conclui. “Apesar de todas as ‘mutretas’, o rock ainda é feito com o coração. Parabéns para o velhinho”, diz.

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Texto: Bruno Silva
Fotos: Divulgação

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